Adriano Machado/Reuters
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Bolsonaro diz que saque imediato do FGTS é focado nos mais pobres

Em sua fala, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu que a medida demonstra que o governo é "progressista liberal", mas tem preocupação social

Julia Lindner, Fabrício de Castro e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2019 | 18h16

O presidente Jair Bolsonaro defendeu que o programa 'Saque Certo' - saque imediato de R$ 500 por conta ativa e inativado FGTS - é focado na população mais pobre do País. Em cerimônia no Palácio do Planalto, Bolsonaro assinou nesta quarta-feira, 24, a Medida Provisória que permite liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS/Pasep. 

"Essa nossa proposta não é de governo, mas de Estado. Contamos com a ajuda de todos", declarou o presidente no evento. A MP tem vigência imediata após a publicação, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias após o recesso parlamentar. 

Bolsonaro seguiu discurso semelhante ao da equipe econômica. Em sua fala, o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendeu que a medida demonstra que o governo é "progressista liberal", mas tem preocupação social.

Nesta quarta, o presidente Jair Bolsonaro deixou de lado o improviso usual de suas falas e optou por ler o discurso. Ele brincou que faria isso, apesar do seu "enorme conhecimento em economia", numa referência às declarações de que não entende sobre o tema. 

O presidente destacou que o novo programa dá ao trabalhador o direito de sacar o dinheiro do FGTS, o que garante mais liberdade ao cidadão. Também disse que o "novo FGTS" e a liberação do PIS/Pasep representam uma injeção na economia. Os cálculos da equipe econômica é de que serão liberados R$ 42 bilhões em 2019 e 2020.

 

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