REUTERS/Adriano Machado
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Bolsonaro diz que, sem reforma trabalhista, a situação do emprego estaria pior

'Quer ser patrão no Brasil com tantas ações trabalhistas?', afirmou o presidente durante café da manhã com jornalistas

Andreza Matais, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2019 | 13h42

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira, 25, que, se não fosse a reforma trabalhista, o problema do emprego no País seria maior. "O governo só cria emprego quando cria cargo em comissão. Quem quer ser patrão no Brasil com tantas ações trabalhistas?", afirmou o presidente durante café da manhã com jornalistas.

Bolsonaro afirmou que vê o problema do desemprego com todo o respeito. "A gente fica com pena. Isso não é fácil. Temos a substituição do homem pela máquina em vários setores. É mais um desafio que temos pela frente", disse o presidente. Ele lembrou que o Brasil é um país de commodities e questionou: "Quando acabar, vamos viver de quê?"

O presidente relatou que esteve na última quarta-feira, 24, com o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e a proposta de reciprocidade de visto está atraindo turistas para o País. "Vamos atrair mais gente quando tiver segurança", disse.

Na quarta-feira, o Ministério da Economia divulgou os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de março que apontaram o fechamento de 43.196 vagas de emprego formal no País.

Homenagem

Durante o café, o presidente ainda comentou sobre a recusa do Museu Americano de História Natural de Nova York em sediar o evento organizado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos que o homenageia. "Eu recebo (a homenagem) na praia, numa praça pública. Não é o museu que está me homenageando. O que houve foi pressão do governo local que é Democrata e eu sou aliado do (presidente dos EUA) Donaldo Trump", disse Bolsonaro.

Ele afirmou que, em novembro de 2009, começou a "tomar pancada do mundo todo" ao acusar o kit gay. "Eu comecei a assumir essa pauta conservadora. Essa imagem de homofóbico ficou lá fora", disse, afirmando que isso não prejudica investimentos. "O Brasil não pode ser um país do mundo gay, de turismo gay. Temos famílias", disse.

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