Valdenio Vieira/PR
Valdenio Vieira/PR

Bolsonaro elogia Silva e Luna e diz que estatal precisa de 'visão social'

Em evento com a presença do general da reserva, o presidente cobrou 'previsibilidade' das gestões de empresas públicas

Denise Paro, especial para o Estadão, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2021 | 14h25

FOZ DO IGUAÇU - O presidente Jair Bolsonaro voltou a elogiar nesta quinta-feira, 25, a atuação do seu indicado para comandar a Petrobrás, Joaquim Silva e Luna, no período em que esteve à frente da Itaipu Binacional e disse que as estatais precisam ter "visão social". 

Em evento de lançamento do projeto de revitalização do sistema de corrente contínua de alta tensão de Furnas, em Foz do Iguaçu, com a presença do general da reserva, o presidente afirmou que Silva e Luna conduziu Itaipu de "forma ímpar, combatendo desvios e colocando-a no rumo da prosperidade".

Segundo Bolsonaro, quem depende dos produtos da Petrobrás vai se surpreender positivamente com o trabalho de Silva e Luna, hoje à frente da direção da Itaipu Binacional. “Uma estatal, seja qual for, tem que ter sua visão social, não podemos admitir um presidente que não tenha essa visão.”

O mercado reagiu mal à indicação do general da reserva para substituir Roberto Castello Branco no comando da Petrobrás. O temor é de ingerência na política de preços da estatal, que segue a cotação internacional do petróleo, a fim de agradar caminhoneiros, que são apoiadores de Bolsonaro.

O presidente cobrou "previsibilidade" das gestões de empresas públicas para que o governo possa se "antecipar a problemas e ter visão de futuro". "Todos aqueles que eu escolhi, quer seja para ocupar ministérios, estatais, ou diretorias de bancos oficiais, tiveram liberdade (para mudar o destino do País)", afirmou.

Este ano a estatal já reajustou os preços nas refinarias quatro vezes. Com isso, diesel e a gasolina acumulam alta de 27,5% e 34,8%, respectivamente, em 2021.

Em teleconferência com analistas do mercado nesta quinta, Castello Branco rebateu as críticas e disse que não há exagero nos reajustes. Segundo ele, as decisões sobre o assunto são reflexo do mercado de petróleo e levam em conta princípios da governança. "Ninguém fica sentado em casa aumentando preços, é um trabalho de equipe", explicou. 

Na quarta-feira, 24, a Petrobrás divulgou seu balanço do quarto trimestre de 2020: a companhia teve lucro líquido de R$ 59,89 bilhões, o maior já registrado para esse período.

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