Nilton Fukuda/Estadão
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Bolsonaro quer reforma ‘menos desidratada possível’, mas diz que governo não é ‘dono das leis’

O presidente comentou, no entanto, que gostaria que o sistema de capitalização fosse mantido, e que o governo irá atuar nesse sentido

Fabricio Castro e Amanda Pupo, O Estado de S.Paulo

13 de junho de 2019 | 11h40

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 13, que quer que se "desidrate o menos possível" da proposta da reforma da Previdência, mas ponderou também que o Executivo não é "dono das leis". A comissão especial da reforma da Previdência está reunida neste momento para a leitura do relatório da proposta que altera as regras da aposentadoria no Brasil.

"A gente quer que desidrate o menos possível, queremos aprovar a reforma da previdência. O que o parlamento fizer, nós obviamente acataremos e é sinal que eles descobriram que tem coisas que podem ser alteradas e vamos aceitar", disse.

Bolsonaro comentou que gostaria que o sistema de capitalização fosse mantido, e que o governo irá atuar nesse sentido, e disse também parecer ser uma "tendência" que Estados e municípios fiquem de fora do texto. Sobre essa questão, o presidente avaliou que, se esse for o "sentimento dos parlamentares, que seja feita a vontade deles".

"E a economia que o Paulo Guedes fala é no tocante ao federal, nos Estados eles sabem onde o calo aperta o calor, e os municípios também. E a maioria está com problemas, vão ter que fazer uma reforma, poderiam somar-se a nossa, mas parece que não querem, se esse é o sentimento dos parlamentares que seja feita a vontade deles", comentou o presidente. 

Foi ao falar sobre o sistema de capitalização que Bolsonaro considerou que o governo "não é dono das leis". "Capitalização é outra coisa, nós apresentamos a nossa proposta. Nós não somos os donos da leis, mesmo Medida Provisória que tem efeito imediato depois de algum tempo ela pode ser alterada e ser rejeitada. Gostaríamos que fosse mantida a capitalização e vamos lutar nesse sentido", disse.

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