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Bolsonaro quis dividir com governadores ônus político de veto a reajustes de servidores

Presidente não quer ser derrotado na votação pelo Congresso dos vetos que fará ao projeto que dá auxílio emergencial a Estados e municípios e congela os salários

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2020 | 11h48

O presidente Jair Bolsonaro não quer ser derrotado na votação pelo Congresso Nacional dos vetos que fará ao projeto que dá auxílio emergencial aos Estados e municípios e congela os salários dos servidores públicos até dezembro de 2021. 

Por isso, chamou os governadores para carimbar o apoio ao congelamento dos salários e bonificações do funcionalismo público da União, Estados e municípios. Dividiu o ônus com eles, caso o Congresso derrube os vetos.

Tudo foi feito sem antes um acerto final de “ajustes técnicos” a serem concedidos na contratação das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF), como definiu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AC), na reunião. 

Aumentos já haviam sido garantidos para policiais do Distrito Federal e outras categorias do funcionalismo público nos Estados.  As Forças Armadas também já tinham sido preservadas antes mesmo da proposta ter sido apresentada pelo relator do projeto, o próprio presidente do Senado. O acordo foi feito pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. 

Agora, a palavra final estará com os deputados e senadores. Será um importante teste também para apoio que vem sendo negociado entre o Palácio do Planalto e  lideranças do chamado Centrão ao presidente Bolsonaro.  

A reunião desta quinta-feira, 21, deu uma porta de saída também para o ministro da Economia, Paulo Guedes, que fez uma aposta de risco ao colocar o seu cargo – o mais importante na Esplanada dos Ministérios - na berlinda ao cobrar do presidente Jair Bolsonaro o veto ao artigo que abriu a porteira para dois terços dos servidores ficassem de fora do congelamento. A ideia do congelamento foi bancada por Guedes, que bateu o pé até o final.

Até quarta-feira, 20, à noite, havia temor sobre o posicionamento do presidente na reunião. O ministro poderia perder no Congresso, mas não com o seu chefe, o presidente Bolsonaro.

Alívio na equipe econômica, que sofre desgaste dentro e fora do governo. Agora, é esperar os vetos. Uma preocupação em particular: que o presidente não vete o artigo que proíbe que os próximos 18 meses sejam contados para bônus salariais por tempo de permanência. O veto, nesse caso, beneficiaria as categorias. É despesa na veia.

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