Ernesto Rodrigues/Estadão
Ernesto Rodrigues/Estadão

Bolsonaro recebe Macri com gesto de arma e brinca com a imprensa no Itamaraty

Os presidentes se reuniram na manhã desta quarta-feira, na primeira visita de um chefe de Estado desde a posse do brasileiro

Lorenna Rodrigues e Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

16 de janeiro de 2019 | 15h44

BRASÍLIA - Depois de fazer um discurso formal, que foi lido em um teleprompter, no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro chegou mais descontraído ao Itamaraty, onde recebeu o colega argentino Maurício Macri para um almoço nesta quarta-feira, 16. Os dois se reuniram para discutir assuntos como relação bilateral, comércio, combate ao crime organizado e defesa.

Na chegada, Bolsonaro brincou com a imprensa e recebeu Macri com sorrisos e abraço. Em um momento, ele chegou a repetir o gesto da campanha eleitoral de simular uma arma com as mãos, mas não foi acompanhado por Macri. 

Enquanto esperava Macri entrar no Itamaraty, Bolsonaro foi questionado pelos jornalistas sobre o que achou de sua estreia recebendo um chefe de Estado - Macri é o primeiro a visitar o Brasil desde a posse. "Tudo tem uma primeira vez. Vocês lembram da sua?", respondeu. Os jornalistas pediram a Bolsonaro que desse entrevista e ele continuou: "Eu sei que vocês me amam". 

Do lado de fora, um manifestante isolado tocava em um trompete a melodia "Olê-olá, Lu-lá, Lu-lá", que ficou conhecida nas campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, hoje preso em Curitiba (PR). A música podia ser ouvida enquanto o presidente argentino entrava no prédio. 

Pouco antes de Macri ser recebido no Itamaraty, os ministros dos dois governos chegaram ao local. Pelo lado brasileiro, participam do almoço ministros como o chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, da Economia, Paulo Guedes, da Agricultura, Tereza Cristina, e da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Também participam do almoço os ex-presidentes José Sarney e Fernando Collor e o filho do presidente Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro (PSL). 

Depois do almoço, Bolsonaro saiu por uma entrada privativa e não acompanhou Macri até a rampa do Itamaraty, como era costume nos governos anteriores. 

 

 

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