Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Bolsonaro reclama de custo do auxílio e diz que queria dinheiro 'na mão do Tarcísio' para obras 

Presidente voltou a dizer que o valor de R$ 600 é alto para os cofres públicos, mas que R$ 200 também é muito pouco; ele tem participado de várias inaugurações de obras nas últimas semanas

Julia Lindner, Gustavo Porto e Nicholas Shores, O Estado de S.Paulo

27 de agosto de 2020 | 20h16

BRASÍLIA - O presidente Jair Bolsonaro voltou a reclamar, nesta quinta-feira, 27, do custo mensal de R$ 50 bilhões do auxílio emergencial a informais e afirmou que gostaria de destinar o valor para o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, investir em obras públicas. Após divergências explícitas ao longo da semana, Bolsonaro também falou que a equipe de Paulo Guedes informou que "a economia está reagindo" e que espera que isso aconteça de fato.

"Vamos prorrogar o auxílio emergencial até o final do ano. Eu falei que o auxílio de R$ 600 é muito e o pessoal bateu em mim. Mas é muito para quem paga, é muito para o País. Alguns falam 'esse dinheiro é nosso'. Não, o dinheiro não é seu, é endividamento", disse o presidente durante transmissão ao vivo nas redes sociais. Ele falou ao lado da ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, no Palácio da Alvorada.

Bolsonaro, que tem participado de uma série de inaugurações públicas no País nas últimas semanas, afirmou que queria os R$ 50 bilhões do auxílio "na mão do Tarcísio". "Eu acho que, em um ano praticamente ele resolveria os grandes problemas de Infraestrutura do Brasil", disse Bolsonaro. Damares, então, interrompeu e pediu R$ 5 bilhões para a sua pasta, mas foi ignorada.

O presidente repetiu que considera "pouco" a proposta da equipe econômica para a prorrogação do auxílio emergencial de R$ 200 por mês, mas que os atuais R$ 600 são "muito". "A ideia é entre 200 e 600 até o final do ano", declarou. Sobre a ideia de estender o benefício além de dezembro deste ano, Bolsonaro disse que decisão iria quebrar o Brasil e faria o País perder a confiança.

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