Antonio Cruz/Agência Brasil
Antonio Cruz/Agência Brasil

Bolsonaro recua de mudança no teto de gastos; veja o vaivém das declarações

Presidente indicou que apoiaria alteração na regra de controle do Orçamento, mas nesta quinta disse ser contra

O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2019 | 10h48

O Estado revelou na quarta-feira, 4, que cresce no governo a pressão para a flexibilização da regra do teto de gastos, instrumento que limita o crescimento das despesas do Orçamento à inflação. Na manhã de quarta, o presidente Jair Bolsonaro indicou que daria aval à mudança na lei, mas nesta quinta-feira, 5, voltou atrás. O ministro da Economia, Paulo Guedes, é contrário à revisão. 

Veja o vaivém das declarações sobre o tema: 

Quarta-feira, 4 

9h25

Jair Bolsonaro em entrevista no na porta do Palácio da Alvorada, indicou ser favorável à mudança na regra do teto de gastos: “Acho que daqui a dois ou três anos vai zerar as despesas discricionárias (gastos de custeio e investimentos). É isso? Isso é uma questão de matemática, nem preciso responder para você, isso é matemática”, afirmou. "Eu vou ter que cortar a luz de todos os quartéis do Brasil, por exemplo, se nada for feito." 

11h27

Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, se opôs à alteração: "É impossível mexer na PEC do teto. É um erro. Nosso problema não está em discutir o teto dos gastos, nosso problema está em discutir despesas.”

18h45

Otávio Rêgo Barros, porta-voz da Presidência, deixou claro que Bolsonaro é a favor de alterar a regra: “Se a mudança no teto não for feita, tendência é governo ficar sem verba para manter máquina.”

20h16 

Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, faz coro a Maia em defesa da PEC do teto: "O mérito dela foi limitar os gastos do governo central, esse foi o mérito. Estamos enfrentando uma dificuldade? Estamos enfrentando uma dificuldade. Poderemos tomar decisões que não eram o que o governo queria tomar. Por que não aumenta o tamanho do déficit? Resolve, o Estado não vai parar." 

Quinta-feira, 5

7h33

Bolsonaro, pelo Twitter, volta atrás: "Temos que preservar a Emenda do Teto. Devemos sim, reduzir despesas, combater fraudes e desperdícios. Ceder ao teto é abrir uma rachadura no casco do transatlântico. O Brasil vai dar certo. Parabéns a nossos ministros pelo apoio às medidas econômicas do Paulo Guedes." 

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