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Bolsonaro se antecipa a Congresso para evitar derrota por novo mínimo

Guedes foi sensível ao pleito e deu o sinal verde, orientando a sua equipe a procurar  espaço fiscal para acomodar o gasto

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

14 de janeiro de 2020 | 19h05

BRASÍLIA - Ao garantir a recomposição da inflação no valor do salário mínimo deste ano, o presidente Jair Bolsonaro se antecipa e evita uma derrota no Congresso Nacional nesse tema que é um dos mais sensíveis e populares no Brasil. 

Segundo apurou o Estado, o governo já tinha recebido sinais de que o Congresso daria o reajuste integral. O governo quis evitar o carimbo de ter dado um reajuste abaixo da inflação e que o Congresso saísse vitorioso.

O próprio presidente fez questão de faturar o anúncio indo até o Ministério da Economia encontrar com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o que não é usual em Brasília (normalmente, ministros que vão ao Palácio do Planalto se encontrar com o presidente).

Guedes foi sensível ao pleito e deu o sinal verde, orientando a sua equipe a procurar  espaço fiscal para acomodar o gasto maior no Orçamento da União. O ministro espera mais R$ 8 bilhões de receita, mas terá que apontar  redução de despesas em outras áreas.

O anúncio da recomposição do mínimo foi feito sem os detalhes de onde serão feitos os cortes e como será a recomposição do Orçamento. A decisão do presidente terá custo extra de R$ 2,3 bilhões.

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