Bom começo com saldo cambial de US$ 8 bilhões

Além de empresas que já frequentavam o mercado internacional, observou-se a presença de estreantes nesse mercado em janeiro

O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2018 | 03h00

A alta liquidez existente no mercado global – cuja preservação foi colocada em dúvida pelas recentes turbulências – e a expansão do comércio mundial favorecem a recuperação mais rápida da economia brasileira este ano. De acordo com dados do Banco Central (BC), o fluxo cambial foi positivo em US$ 8,063 bilhões em janeiro, um dos melhores resultados para o mês em toda a série histórica. As colocações de títulos brasileiros mais os Investimentos Estrangeiros Diretos (IEDs) menos amortizações, remessas de lucros e dividendos, juros e outras despesas de serviços e rendas deixaram um saldo positivo de US$ 5,527 bilhões. A isso se soma o resultado das operações de câmbio ligadas à exportação e à importação, que deixaram um superávit de US$ 2,535 bilhões.

Destaca-se a captação de recursos no exterior pelas companhias brasileiras, que alcançou US$ 7,15 bilhões, superando com folga o valor registrado em janeiro de 2017 (US$ 5,95 bilhões). Teve grande peso no primeiro mês deste ano a emissão de bônus no total de US$ 2 bilhões pela Petrobrás, a preços muito atrativos em relação aos papéis da estatal que já circulam no mercado internacional.

Apesar de muitas empresas privadas nacionais terem antecipado captações nos últimos meses de 2017, sua participação em janeiro foi muito expressiva, obtendo também boa aceitação. Além de empresas que já frequentavam o mercado internacional, observou-se a presença de estreantes nesse mercado em janeiro, como Natura, Rede D’Or e Hidrovias do Brasil.

A não ser alguns casos eventuais de rolagem de emissões anteriores, presume-se que as empresas tenham ido ao exterior em busca de recursos para investimentos demandados pela progressiva expansão do mercado interno e por novas aberturas no mercado externo, impondo a necessidade de ampliação e modernização dos processos produtivos.

A tendência é de que as emissões de títulos pelas empresas brasileiras no exterior tenham continuidade no primeiro semestre deste ano. Analistas já chamam a atenção para o fato de que as captações tendem a diminuir no segundo semestre à medida que se aproximem as eleições de outubro.

De qualquer forma, a expectativa é de que a emissão total de bônus pelo Brasil em 2018 atinja o nível do ano passado (US$ 31,5 bilhões), podendo mesmo superar essa marca.

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