Bom desempenho do setor de serviços em 2008 não reflete crise econômica

Dados sobre o segmento ‘não mostram os sinais negativos originados da crise’, afirma técnica do IBGE

Alessandra Saraiva, da Agência Estado,

25 de agosto de 2010 | 11h42

Os bons resultados apurados pela Pesquisa Anual de Serviços (PAS) de 2008 não repercutiram os efeitos negativos da crise global, cujo efeito agudo começou em setembro daquele mesmo ano. A afirmação partiu da analista do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) IBGE Ana Carla Magni. "Como um todo, os dados não mostram os sinais negativos originados da crise", comentou a técnica, lembrando que, até a crise, a economia mostrava um bom momento naquele ano.

O setor de serviços não-financeiros pesquisado pelo levantamento representa em torno de 12% do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com a pesquisadora. Ela comentou que, no ano de 2008, até o advento da crise, houve maior absorção de emprego formal no setor de serviços não financeiros. Naquele ano, o potencial de consumo voltado para o setor foi beneficiado por melhores condições de crédito e de renda, além de boas condições macroeconômicas. Isso acabou por elevar o número de empresas, e de pessoal ocupado no setor de serviços, além de favorecer salários no setor.

Quando questionada se o cenário de 2008 apontado pela análise para o setor já estaria completamente diferente, tendo em vista a crise global iniciada no último trimestre daquele ano, cuja influência se fez sentir mais ao longo de 2009, a pesquisadora lembrou que o instituto não faz previsões ou análises voltadas para o futuro. "Quando olharmos a PAS 2009, que será divulgada no ano que vem e referente ao ano passado, poderemos ver se houve efeitos negativos da crise no setor naquele ano. Por enquanto, só podemos comentar como era o cenário em 2008", afirmou.

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