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Bom humor antecedeu reunião com paraguaios

Brasileiros fizeram piadas, mas não conseguiram melhorar o clima tenso que tem marcado relação entre países

de O Estado de S.Paulo

08 de maio de 2009 | 09h26

Apesar da tensão que tem marcado a relação entre os governos do Brasil e do Paraguai, por causa das disputas em torno da energia de Itaipu, foi o bom humor que marcou as reuniões prévias dos ministros e técnicos brasileiros encarregados de subsidiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no debate. Para driblar a irritação provocada pelas "negativas e agressões" do negociador paraguaio Ricardo Canese, a equipe brasileira recheou de piadas as discussões sobre a cesta de medidas que Lula poderia ofertar ao colega paraguaio Fernando Lugo.

 

Um técnico do setor elétrico conta que, diante da preocupação do Palácio do Planalto em buscar um entendimento que ajudasse o ex-bispo a se livrar da degola em meio aos sucessivos escândalos, o presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz, provocou gargalhadas ao sair com essa:"Não vai ser fácil fechar este acordo. Quem é que pode acreditar em um homem que enganou até Jesus Cristo?"

 

Ao longo do debate sobre a pretensão do Paraguai de aumentar o preço da energia ">cedida" ao Brasil, a assessoria do governo queria recomendar a Lula que começasse a discussão indagando o que Lugo entende por "energia cedida". Foi atalhado por outro técnico que arriscou: "A primeira coisa que o presidente vai querer saber é o que Lugo fez para conquistar tantas mulheres".

 

Para espanto dos brasileiros, que esperavam um discurso ameno e uma postura mais "humilde" dos negociadores paraguaios, Canese foi descartando, uma a uma, as sugestões do governo brasileiro, e ainda mostrou que conservava a língua afiada de sempre.

 

A equipe técnica ligada ao Ministério de Minas e Energia se manteve conectada à internet durante todas as reuniões, para acompanhar em tempo real os destemperos do coordenador paraguaio. "Imaginem que o Canese disse que o ministro (de Minas e Energia, Edison Lobão) é muito duro na negociação porque veio da ditadura", assombrou-se um dos técnicos. "O Lobão vai ficar uma fera quando souber."

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