Bom momento impulsiona ações de shopping centers

Desde janeiro, os papéis da Aliansce, última grande administradora a abrir capital, já [br]acumulam alta de 30%

Alexandre Rodrigues / RIO, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2010 | 00h00

O crescimento do varejo também impulsiona as ações das administradoras de shoppings, que têm buscado no mercado de capitais os recursos para seus planos de investimentos nos últimos anos. Última grande operadora do setor a fazer o movimento, a Aliansce abriu capital em janeiro e seus papéis acumulam alta de quase 30% até agora.

No primeiro semestre como empresa de capital aberto, a Aliansce teve um lucro líquido de R$ 24,6 milhões, quase o dobro do registrado no mesmo período do ano passado. Segundo Henrique Cordeiro Guerra, principal executivo da companhia, a Aliansce se beneficia do fato de ter o portfólio de shoppings mais jovens do setor, cujos ganhos são mais altos.

Dos 13 shoppings próprios, cinco estão no que ele chama de nova geração de ativos, com menos de cinco anos de operação. Eles já respondem por 43% da receita da empresa. "Não paramos de investir durante a crise porque sabíamos que havia oportunidades. Decidimos diversificar os investimentos, focando na rentabilidade, independentemente do segmento", diz Guerra.

A empresa já se preparava desde 2007 para abrir capital, mas teve de adiar o IPO em meio a cenários desfavoráveis para a precificação. Guerra admite que esperava mais, mas considerou satisfatórios os R$ 450 milhões que a Aliansce captou com a oferta de 51,26% do capital na Bolsa em janeiro.

Investimentos. Boa parte dos recursos vitaminou os R$ 400 milhões do plano de investimentos da empresa até 2012, quando terá três novos shoppings. No IPO, a americana General Growth Properties (GGP) manteve 31,4% do capital e o empresário Renato Rique, veterano do setor, reduziu sua fatia de 26% para 12,6%. O fundo Gávea Investimentos também aproveitou para vender e ficou com apenas 3,35%.

Em outubro deste ano, a Aliansce abre um novo shopping em Belo Horizonte. Na semana passada, lançou um projeto em Belém. O outro grande projeto da companhia está em andamento em Maceió. Para Cordeiro, a atração dos investidores por papéis ligados ao varejo vai continuar aumentando. "O investidor está atrás de retorno e rentabilidade. E o que está no mapa é a mudança do perfil de consumo no País", opina. / A. R.

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