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Bom resultado da indústria faz arrecadação bater recorde em julho

Valor arrecadado totalizou R$ 50,4 bilhões, o que representa um crescimento de 12,16%

Renata Veríssimo e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

21 de agosto de 2007 | 15h44

A arrecadação da Receita Federal totalizou em julho R$ 50,402 bilhões, o que representa um crescimento real de 12,16% em relação a julho de 2006. A arrecadação de julho é recorde para o mês. Na comparação com junho deste ano, a alta foi de 2,45%. A arrecadação em julho ficou acima da mediana das expectativas de instituições financeiras consultadas pela Agência Estado, que era de R$ 49,079 bilhões. O valor mínimo esperado no mercado era de R$ 45,5 bilhões e o máximo de R$ 51 bilhões. No acumulado de janeiro a julho, a arrecadação federal soma R$ 332,834 bilhões, o que significa um aumento real de 10,34% na comparação com o mesmo período do ano passado.   O crescimento da arrecadação federal no mês de julho foi impulsionado, em grande medida, pelo bom resultado da indústria ao longo de 2007 e pelo aumento do lucro de vários segmentos empresariais, segundo informou a Receita Federal. Pelos dados da Secretaria da Receita, o recolhimento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) teve crescimento real de 22,06% em relação a julho de 2006, com destaque para os setores de metalurgia, fabricação de produtos químicos e fabricação de caminhões e ônibus. O IPI incidente sobre automóveis subiu 22,10% em função do aumento de 27,8% no volume de vendas ao mercado interno.   Já o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) teve arrecadação em julho 14,34% maior que no mesmo mês de 2006, enquanto que a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) teve alta de 19,19%. Segundo a Receita, assim como na atividade industrial, a lucratividade de vários segmentos empresariais vem apresentando forte crescimento no primeiro semestre de 2007. O resultado da arrecadação, diz a Receita, reflete esse desempenho.   Setores que mais arrecadaram   Os setores que mais contribuíram para o crescimento do recolhimento de IRPJ e CSLL foram serviços financeiros, comércio atacadista e fabricação de veículos automotores. Também teve alta (20,55%) a arrecadação do imposto de importação devido à elevação de 34,93% no valor em dólar das importações tributadas e de 2,08% na alíquota média do imposto. O IPI vinculado às importações subiu 19,73%, em função de um aumento na alíquota média de 5,12% e uma redução de 14% na taxa média de câmbio.   Pessoa física   Os dados da Receita Federal também mostram que a arrecadação do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) subiu 39,13% em relação a julho de 2006. Os maiores crescimentos foram em função do pagamento de imposto sobre ganhos de capital na alienação de bens e ganho líquido em operações em bolsa. A arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital cresceu 11,77%, decorrente de rendimento de aplicações financeiras em fundos de investimento em ações. A Cofins apresentou alta de 12,47%, enquanto o PIS/Pasep, de 10,99%. O crescimento nesses dois impostos foi puxado, principalmente, pelos setores de fabricação de veículos e comércio.   CPMF   Em meio ao debate obre a prorrogação da vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), a Receita divulgou dados que mostram que a arrecadação da contribuição apresentou, de janeiro a julho deste ano, um crescimento real (acima da inflação medida pelo IPCA) de 11,30%. A participação dos recursos da CPMF no total da arrecadação aumentou de 6,12% para 6,17%. De janeiro a julho deste ano, o governo arrecadou com a CMPF R$ 20,535 bilhões, ante R$ 17,873 bilhões no ano passado. Com a correção pela inflação do período, a arrecadação da CPMF no ano de 2007 soma R$ 20,704 bilhões. No mês de julho, a arrecadação com CPMF foi de R$ 3,201 bilhões, o que significa um crescimento real de 11,16% em relação a julho de 2006.

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