Bombardier não tem interesse em atrito com Embraer

O diretor de Assuntos Públicos da Bombardier, Pierre Pichette, afirmou que a empresa nunca teve a intenção de provocar qualquer atrito comercial entre Canadá e Brasil, mas admitiu que o governo canadense continua a dar à companhia os mesmos suportes financeiros que "o Brasil oferece à Embraer". De seu escritório em Montreal, no Canadá, Pichette disse que a companhia está disputando com a Embraer todos os contratos de venda de aviões regionais em igualdade de condições. Segundo ele, a empresa sempre preferiu uma solução que seguisse as regras da OMC. Apesar de o governo brasileiro garantir que já alterou o Programa de Financiamento das Exportações (Proex), a Bombardier insiste que o Brasil ainda está fora das normas da OMC. "Queremos apenas colocar o Proex 3 sob avaliação. Se o programa satisfizer as regras da OMC, não haverá briga. Não é de nosso interesse que a disputa comercial entre os dois países se agrave", afirmou. Pichette disse é intenção da Bombardier continuar a fazer negócios no Brasil - a empresa atua em diversas áreas, incluindo a ferroviária. Pichette informou, ainda, que não foi fechado o acordo entre Bombardier e a norte-americana Air Wisconsin para a venda de jatos regionais. Há pouco menos de duas semanas em Davos, na Suíça, o ministro da Indústria canadense, Brian Tobin, disse que a Bombardier ganhou o contrato e a disputa com a Embraer, que também participa da licitação.

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