Bônus brasileiros caem após saída do PFL

Os bônus brasileiros caíram em Nova York, pressionados pela ruptura da base parlamentar do governo Fernando Henrique Cardoso. Os C-bonds caíram cerca de 9/16, para 80 5/16 cents por dólar (preço de oferta). O PFL anunciou sua retirada do governo federal, optando por apoiar a candidatura à Presidência da República da governadora do Maranhão, Roseana Sarney.A decisão foi uma resposta à investigação da polícia sobre os negócios de uma empresa de Roseana e seu marido, que o PFL classificou como uma ação orquestrada pelo PSDB para favorecer o candidato do partido, José Serra.Embora ainda seja muito cedo para avaliar o impacto dessa briga política sobre as eleições de outubro, haverá "algum recuo a partir daqui" dos preços dos instrumentos da dívida do Brasil por conta desse barulho político, disse Boris Segura, analista do Atlantic Asset Management.Enquanto isso, o restante do mercado de títulos da dívida de países emergentes registrou perdas em simpatia com os Treasuries, que foram liqüidados em reação as declarações otimistas do presidente do Federal Reserve, Alan Greenspan, sobre a perspectiva de curto prazo da economia dos EUA.Os bônus mexicanos moveram-se em sintonia com o mercado norte-americano, com os globals para 2031 caindo 1 5/8, para 101 3/8 cents por dólar. Entre outro ativos, os eurobônus da Rússia perderam 3/4, para 65 3/4 cents por dólar (preço de oferta). Embora a maioria absoluta dos preços dos bônus emergentes tenha caído, o aumento do juro dos Treasuries levou a um declínio dos spreads num movimento puramente técnico, disseram participantes.O spread de retorno do índice EMBI+ do JP Morgan caiu em 10 pontos-base, para 618 pontos-base sobre os Treasuries comparáveis.

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