Bônus da OSX caem com incerteza de investidores

Bônus externos chegaram ontem a 76,2% do valor de face da venda; detentores dos papéis temem 'risco legal'

CYNTHIA DECLOEDT, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2013 | 02h28

A pressão sobre os bônus externos da OSX estão levando os papéis a níveis nunca atingidos antes. De acordo com uma fonte ouvida pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, as vendas são lideradas por alguns investidores que estão fora do "grupo dos sete" e que começaram a ficar cientes da gravidade da situação.

O grupo dos sete detém US$ 300 milhões, dos US$ 500 milhões de bônus da OSX existentes no mercado, e fez um acordo de não vender as posições que possuem. De 80% do valor de face na sexta-feira, o papel estava cotado ontem a 76,25% do valor de face na compra e 77,25% do valor de face na venda. Ontem, o bond terminou o dia cotado, em média, a 78% do valor de face. "O problema é o risco legal", disse a fonte.

Até pouco tempo atrás os investidores não se preocuparam com a crise no grupo EBX, porque o bônus têm como garantia o navio-plataforma OSX-3. Mas a propagação de notícias que colocam em dúvida a garantia do bond e a possibilidade de a OGX deixar de honrar o juro de seu bônus 2018 está levando esses investidores a se desfazerem dos papéis.

Insegurança. "A decisão recente do juiz responsável pelo caso do Grupo Rede Energia, de desqualificar o voto do agente fiduciário que representa os credores externos da companhia, cria insegurança. Como farão investidores com US$ 500 mil desses papéis em mãos, em terra estrangeira, para reaver o bem em meio à lentidão da legislação brasileira?", questionou a fonte.

Outra informação que preocupa os investidores é a de que a OSX pediu à Caixa Econômica Federal e ao BNDES a extensão de empréstimos no total de R$ 948 milhões.

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