Boom imobiliário anima negócios e cria oportunidades

Mercado aquecido amplia procura por serviços de profissionais como paisagistas e urbanistas

Rodrigo Gallo, O Estadao de S.Paulo

22 de dezembro de 2007 | 00h00

A expansão do mercado imobiliário, que ganhou força a partir de 2005, não aumentou os lucros apenas das empresas diretamente ligadas ao setor. Centenas de profissionais que trabalham na cadeia produtiva, como publicitários, paisagistas e urbanistas, já tiveram crescimento na demanda de trabalho e nos rendimentos em até 100%.Para 2008, a Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) prevê que as instituições financeiras colocarão à disposição dos consumidores cerca de R$ 27 bilhões em financiamentos habitacionais, ante R$ 18 bilhões deste ano - um crescimento de 50%. Isso é um sinal de que o mercado continuará aquecido pelos próximos 12 meses.Com o aumento da demanda e dos recursos financeiros, cresce também a procura por serviços ligados indiretamente ao mercado imobiliário. Por causa disso, o maquetista Adhemir Fogassa está sendo obrigado a recusar encomendas: hoje, ele só consegue aceitar 50% dos trabalhos solicitados. "Os clientes cresceram tanto que não consigo mais atender toda a demanda."Ele fabrica maquetes de edifícios para construtoras e incorporadoras, e foi obrigado a ampliar o tamanho de sua oficina em 900 metros, deixando-a com 3.200 metros. Além disso, ele comprou mais duas máquinas que cortam maquete e contratou novos empregados. "Em 2005, eu tinha 116 funcionários. Hoje já são 140", calculou. Para 2008, o maquetista já tem encomendas garantidas: há 200 maquetes previstas, por enquanto. A urbanista Mara Paludo também está fazendo as contas do quanto seu faturamento aumentou desde a explosão do mercado imobiliário, em 2005. Ela tinha um escritório em Curitiba, no Paraná, e resolveu abrir outro em São Paulo, há três anos - para ficar mais perto das grandes construtoras e incorporadoras do mercado.Mara tinha quatro funcionários quando abriu o negócio em território paulista. Hoje já são 20 pessoas. "Junto com o volume de trabalho, aumentou também o tamanho dos empreendimentos. As empresas não compram mais um terreno para erguer apenas um único prédio", afirmou. "Com isso, também aumenta a necessidade de trabalhar a parte urbanística."Ela trabalha prestando serviços para o mercado imobiliário há cerca de 20 anos e não lembra de nenhuma época com tanto crescimento. "Meu faturamento duplicou e tive de ampliar o escritório."

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