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Bora investir em 2019. Tá na hora!

Estabeleça o prazo e a importância do investimento para cada um de seus objetivos; assim, poderá determinar o grau de risco aceitável

Fabio Gallo, O Estado de S.Paulo

31 de dezembro de 2018 | 05h00

Todo final de ano é a mesma coisa. Fazemos promessas de todos os tipos: perder peso, participar de uma maratona, casar para cumprir a promessa de mais de dez anos e por aí vai. Uma das mais comuns é: “neste ano novo vou investir”. Mas você nunca cumpre. Por quê?  

Somos seres humanos e não somos disciplinados. Prometemos fazer regime, mas bate a fome e não resistimos. Fazemos a promessa de correr, mas isso cansa – então abandonamos a ideia para o ano seguinte. Começar a investir não é tão difícil assim. Primeiro, precisamos ter a motivação para poupar. Essencialmente, investimos para realizar sonhos. Não há como realizar algo sem um objetivo. Este é o nosso combustível primordial.

Adicionalmente à busca de nossos objetivos pessoais, há motivações práticas de nosso dia a dia. Hoje, por tudo que vivemos no País, fica fácil entender e aceitar as causas para estarmos preparados financeiramente. A discussão sobre o aumento da idade média do brasileiro, a falência da previdência pública, a recessão, desemprego e as dificuldades pelas quais passamos são motivos mais que suficientes para dedicarmos parte de nossa renda ao investimento. Além disso, a inflação está mais baixa e a economia mais organizada. Caso o crescimento econômico ganhe vigor e a renda cresça, haverá condições melhores para poupar.

A pergunta na sua cabeça é no que investir. Nosso sistema financeiro é forte e há várias oportunidades. Independentemente das dicas que você recebeu de amigos ou leu em revistas, você deve considerar seu perfil e seus objetivos. Estabeleça o prazo e a importância do investimento para cada um de seus objetivos; assim, poderá determinar o grau de risco aceitável. Quanto maior a importância daquele objetivo na sua vida e menor o prazo, menor o grau de risco aceitável. 

Para 2019, há alguns indicadores econômicos mais consistentes e o mercado está mais otimista quanto ao futuro próximo – o que indica que podemos ser mais agressivos em nossos investimentos. A Bolsa tem bom fôlego para crescimento. Assim, podemos pensar em maior diversificação das carteiras com maior participação de ações. Há bons sinais apontando para as estatais, que devem ganhar maior eficiência; o setor imobiliário começa a mostrar uma retomada e o comércio está voltando a abrir portas. 

Pelo lado mais conservador, a renda fixa tem ainda boas oportunidades. O Tesouro Direto oferece papéis de curto e longo prazo, prefixados e pós-fixados – há possibilidades para todos os tipos de pedida. Também há fundos para todos os gostos, mas está na moda pensar em investir em multimercados e imobiliários. Mas, atenção aos custos. Quanto menor o valor do investimento, maior a taxa de administração. 

Para aqueles que podem deixar o dinheiro “parado” por mais tempo, as LCIs têm ofertas muito boas, com taxas acima de 100% do CDI.

Qualquer que seja sua opção, lembre-se de pesquisar e comparar as alternativas em termos líquidos, após os custos e Imposto de Renda. 

Obviamente estamos num momento difícil para se fazer previsões, porque há bons sinais, mas também incertezas. Internamente, a economia começa a reagir, mas a retomada consistente depende da capacidade do novo governo de realizar as tão esperadas reformas. Quanto mais se informar e mais atento ao mercado estiver, maiores resultados você irá conquistar. O importante é começar e ser organizado – assim, mais próximos os seus sonhos estarão. Planejamento, foco e dedicação são as palavras para o próximo ano.  Mas tente colocar mais uma: PAZ.

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