Borges: retorno de ferrovias será entre 7,5% e 8,5%

O ministro dos Transportes, Cesar Borges, informou que as condições de financiamento para as concessões de ferrovias "basicamente serão as mesmas condições das rodovias". Ele se reuniu com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na tarde desta segunda-feira, 29, e depois falou com jornalistas.

LAÍS ALEGRETTI, Agencia Estado

29 de julho de 2013 | 19h04

A diferença, segundo ele, serão as taxas de juros oferecidas pelos bancos públicos no caso das ferrovias, que serão de TJLP + 1%. Os bancos privados oferecerão TJLP + até 2%. "Ferrovia é um programa mais ambicioso, então se baixou os juros para ter mais atratividade", justificou.

A taxa de retorno, de acordo com Borges, ficará entre 7,5% e 8,5%, a depender do risco do empreendimento. "Tem uma matriz que vai classificar, em função de vários parâmetros de pontes e tipo de solo, por exemplo, o que é risco alto, baixo e médio", disse. Segundo ele, 8,5% é o teto para obras de alto risco. Para médio risco, ficará em torno de 8% e baixo risco, 7,5%.

"A princípio, está definido. Como temos feito sempre uma interlocução com o setor privado, vamos ainda ter uma interlocução também", afirmou. "O diálogo é pra ninguém dizer que a gente impôs e ficar todo mundo satisfeito porque foi combinado. A gente nunca impõe. Se o programa estiver atrativo, vamos adiante."

Questionado quando as condições seriam oficializadas, Borges respondeu: "na hora em que o ministro da Fazenda desejar, vai se reunir novamente com o setor privado para afinar essas questões".

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