
03 de dezembro de 2015 | 02h06
A ação movida por um proprietário de veículo a diesel de Nova York na Corte Distrital em Detroit, nos Estados Unidos, cita a Bosch - maior fornecedora de autopeças do mundo - junto com a Volkswagen e seu ex-presidente-executivo Martin Winterkorn e seu presidente nos EUA, Michael Horn.
"O esquema fraudulento da Volkswagen foi facilitado e encorajado pela Bosch, que criou o software utilizado no dispositivo da Volkswagen", diz o processo que acusa as partes de violarem leis civis de extorsão e de fraude do consumidor.
A Bosch fabricava componentes-chave do motor a diesel usado nos seis modelos da Volkswagen e em um modelo da Audi que a montadora admitiu terem sido equipados para fraudar os testes de emissões.
A investigação da Bosch está em seus primeiros estágios e não há indicação de que os promotores americanos tenham encontrado evidências de conduta ilegal da companhia, pessoas familiarizadas com o assunto contaram à Reuters.
Uma porta-voz da Bosch nos EUA se recusou a comentar sobre o processo. A Bosch anteriormente já havia se recusado a comentar a investigação.
Empréstimo. A Volkswagen alcançou um acordo com bancos sobre os termos de empréstimo-ponte de ¤ 20 bilhões para ajudá-la a suportar os custos do escândalo de fraude em testes de emissões de poluentes dos veículos da empresa, disseram três fontes a par do assunto.
A maior montadora de veículos da Europa está sob pressão para fortalecer suas finanças conforme enfrenta custos de vários bilhões de euros em multas, processos judiciais e o conserto de 11 milhões de veículos a diesel.
Treze bancos estão oferecendo porções de crédito de ¤ 1,5 bilhão ou ¤ 2,5 bilhões, afirmaram duas fontes à Reuters. A Volkswagen não comentou.
Encontrou algum erro? Entre em contato
Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.