Boston espera que Copom não se precipite

Para definir a estratégia de juros no Brasil, é mais provável que o Comitê de Política Monetária (Copom) aguarde as decisões sobre o aumento da produção do petróleo, que será determinada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), no dia 21. Além disso, o banco central norte-americano (FED) decide as novas taxas de juros nos dias 27 e 28 de junho.O Copom poderá manter o conservadorismo e deixar a taxa básica de juros - Selic - no patamar de 18,5% ao ano. De acordo com Marcelo Cypriano, se o Copom optar por uma queda agora, a reação dos investidores pode não ser das melhores. Isso porque os juros nos Estados Unidos teriam a chance de subir um pouco mais, em função do aumento no preço do petróleo."Essa decisão seria vista como uma atitude precipitada do Comitê, já que as oscilações no mercado podem voltar a subir, caso o preço do óleo continue em alta", avalia o economista. Com isso, os investidores pioram o conceito de risco em relação ao País e exigem taxas mais altas nos papéis de longo prazo da dívida brasileira. "De nada teria adiantado a queda promovida pelo Comitê, já que o mercado definiria outra taxa, que seria a praticada pelos investidores, nas operações de longo prazo", avalia.

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