Boston: IR mensal sobre PGBL prejudica produto

O presidente do BankBoston, Geraldo Carbone, é contra a intenção do governo de tributar mensalmente o rendimento do Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL). "Essa medida, caso aprovada, impede e inibe a formação da poupança de longo prazo num momento em que isso é extremamente necessário. Trata-se de uma medida absolutamente criminosa para o futuro do País", afirma o executivo.Atualmente o PGBL é tributado no resgate, seja do valor total acumulado ou sobre o valor dos benefícios pagos mensalmente ao beneficiário pela empresa de previdência privada responsável pela administração do investimento. A proposta do governo é que, além da incidência de Imposto de Renda (IR) no resgate, o investidor pague também uma alíquota de IR sobre os rendimentos todos os meses. Carbone afirma que essa medida não é sensata, pois não diferencia a poupança de curto prazo, ou seja, os investimentos de 30 dias, da poupança de longo prazo, como os planos de aposentadoria, no caso, o PGBL. O presidente do BankBoston anunciou que a instituição pretende lançar seu PGBL nos próximos meses. Ele não condicionou o lançamento à não aprovação da medida. Porém, de acordo com Carbone, o crescimento do produto será muito tímido, já que o investidor terá os seus rendimentos tributados duas vezes - mensalmente e no resgate.Veja mais informações sobre o PGBL no link abaixo.

Agencia Estado,

05 de dezembro de 2000 | 16h08

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