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Botijão de gás é usado por 95% dos paulistas

O aumento do preço do botijão de gás em 9,2%, que começa a vigorar no sábado, vai atingir a maior parte da população brasileira. Isso porque esse tipo de gás ainda é o mais comum nas residências, apesar do crescimento do gás natural no mercado. Atualmente, 95% da população do Estado de São Paulo usa o gás de botijão. O gás natural atinge, hoje, cerca de 340 mil residências no Estado, de acordo com a Companhia de Gás de São Paulo (Comgás). O presidente da Comgás, Oscar Prieto, está otimista: ele estima que, até 2005, o consumo de gás natural saltará dos atuais 21,7 milhões de m3 por dia para 35 milhões. Com essa previsão otimista, a empresa deve investir R$ 270 milhões este ano na expansão da rede. Enquanto isso, o consumo do GLP está em queda no País. De acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), de janeiro a março deste ano o consumo do GLP (Gás Liquefeito de Petróleo, o gás de botijão) diminuiu 3,5%, se comparado ao mesmo período de 2001. Mesmo assim, o gás natural ainda ocupa um espaço pequeno no mercado, e isso ocorre principalmente por uma questão cultural, como diz o coordenador-técnico da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), Leopoldo Macedo Neto. "É preciso uma mudança cultural para que o gás natural se torne mais presente nas casas. Ainda há certa resistência da população e pouca divulgação por parte das empresas fornecedoras sobre as vantagens econômicas de seu uso". Gás natural é mais baratoHoje, o gasto médio mensal de uma família que usa GLP em casa é de R$ 24,02, considerando-se que ela gaste um botijão por mês. Isso sem contar o aumento que está por vir. Se a mesma família optasse pelo uso do gás natural, o gasto seria menor. A tarifa fixa cobrada pela Comgás para residências que usam até 5m3 de gás por mês é de R$ 8,49. Como a maioria dos que têm gás natural o usa somente para cozinhar (apenas 30% dos usuários de gás natural possuem sistema de aquecimento de água, por exemplo), a conta dificilmente ultrapassa esse valor. A Comgás alerta que os benefícios do gás natural são ainda maiores, uma vez que sua queima, além de gerar uma grande quantidade de energia, reduz sensivelmente a emissão de poluentes. O problema, para Macedo Neto, é que o uso residencial do gás natural ainda está muito concentrado em São Paulo e no Rio de Janeiro. Mesmo assim, na cidade de São Paulo, apenas as regiões centrais concentraram o serviço.

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