Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Bovespa abre em alta impulsionada por megapacote chinês

Bolsa paulista é puxada, principalmente, pelo bom desempenho das empresas ligadas a commodities

Redação,

10 de novembro de 2008 | 12h31

O grande plano de estímulo à economia anunciado pela China injeta ânimo nos mercados nesta segunda-feira, 10. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta, puxada principalmente pela valorização das ações de empresas ligadas a commodities. O setor é beneficiado pela esperança de que o pacote chinês irá aumentar a demanda por materiais de construção e energia. Às 12h21 (de Brasília), o Ibovespa subia 4,71%, aos 38.390 pontos. Petrobras ON tinha alta de 6,35%; PN + 5,03%. Já Vale ON subia 7,65% e PN +6,38%. No mesmo horário, o dólar recuava 0,83%, cotado a R$ 2,1380, na mínima do dia até agora.  Veja também:Presidente da China diz que pretende cooperar com ObamaSaiba os assuntos que serão discutidos no G-20 De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitosEspecialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise  No último domingo, a China aprovou um pacote de estímulo de 4 trilhões de iuans (586 bilhões de dólares) até 2010 para impulsionar a demanda doméstica. Os investimentos serão concentrados em infra-estrutura, meio ambiente, inovação tecnológica e reconstrução de regiões afetadas por desastres naturais. Por aqui,  o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) - usado como índice de reajuste nos contratos de aluguel - abriu o mês de novembro com alta de 0,80%, ante avanço de 0,55% no mesmo período de outubro. No boletim Focus, as expectativas inflacionárias continuam apontando para um quadro de aceleração dos índices de preços no País. Analistas consultados pelo próprio BC projetam uma alta de 6,4% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2008 e de 5,2% para 2009. Em uma semana relativamente fraca do ponto de vista de indicadores econômicos, a montagem da equipe de governo do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, ganha ainda mais importância para os investidores. Para o mercado financeiro, a expectativa maior está relacionada à escolha do secretário do Tesouro, equivalente ao ministro da Fazenda no Brasil. Bancos O setor bancário, que passa por um momento de concentração, também ajuda a puxar a alta da Bovespa nesta segunda. O Banco do Brasil (BB) reagiu com pressa à perda da liderança entre os maiores bancos brasileiros. Uma semana depois do anúncio da união entre o Itaú e o Unibanco, o BB prepara uma nova rodada de compras. Segundo pessoas ligadas ao banco, a instituição está perto de fechar três aquisições: a Nossa Caixa, pouco menos da metade do capital do banco Votorantim e o modesto Banco do Estado do Piauí (BEP).  Às 12h30 (de Brasília), Unibanco ON subia 5%, Bradeco ON registrava alta de 7,28%; Itaú ON subia 4,95%; e Nossa Caixa ON valorizava-se 3,77%.  O Conselho de Administração do BB se reúne nesta manhã. De acordo com a assessoria do banco, a pauta é extensa e a reunião deve durar o dia todo. O BB não comenta rumores de que o conselho deve analisar novas aquisições de bancos. Oficialmente o BB informa que a reunião é para analisar o balanço da instituição no terceiro trimestre do ano, que será divulgado na quinta-feira. EUA Os índices da Bolsa de Nova York também abriram em alta nesta segunda, apesar de a rede varejista de produtos eletrônicos Circuit City ter pedido concordata. A empresa anunciou que pretende continuar funcionando enquanto os diretores da companhia desenvolvem e executam um plano de reestruturação, de acordo com um comunicado. Às 12h29 (de Brasília), Dow Jones subia 1,49%; Nasdaq tinha alta de 1,98% e S&P 500 valorizava-se 1,10%. A Circuit City divulgou que possui dívidas com mais de 100 mil credores, a maior delas com a Hewlett-Packard, no valor de US$ 118,8 milhões. A empresa listou ativos equivalentes a US$ 3,4 bilhões e dívidas totais de US$ 2,3 bilhões. Cerca de 168 milhões de ações ordinárias estão nas mãos de 4.463 acionistas, de acordo com um documento arquivado no Tribunal de Falências dos EUA. (com Agência Estado)

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