Bovespa abre em alta, na expectativa de juros nos EUA e Brasil

Européias também sobem, com exceção de Frankfurt, que é prejudicada pela forte quedas nas ações da Volks

Sueli Campo, da Agência Estado,

29 de outubro de 2008 | 11h24

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu em alta nesta quarta-feira, 29, que concentra a reunião do Fomc e do Copom - para decidir, respectivamente, a taxa de juros dos EUA e do Brasil. Às 12h29, o principal índice da Bovespa subia 2,90%, aos 34.354 pontos. A euforia da véspera, quando o Ibovespa fechou em alta de 13,42%, porém, não deve se repetir, devido à expectativa pelos anúncios. Em Nova York, as bolsas abriram em queda mas viraram e, às 12h28,  o Dow Jones subia 0,93% e o Nasdaq 0,49%.     Veja também: Petróleo nos EUA sobe e supera US$ 65 seguindo alta nas ações Lucro da Usiminas cresce 16%, para R$ 880 mi, no 3ª trimestre Entenda as operações de derivativos e suas conseqüências Veja os reflexos da crise financeira em todo o mundo Veja os primeiros indicadores da crise financeira no Brasil Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Dicionário da crise    Apesar disso, a maioria dos mercados mundiais registra alta nesta quarta, também à espera da decisão nos EUA. Na Europa, Paris registrava alta de 7,04%, e Londres subia 5,86%. Em Frankfurt, porém, a Bolsa registrava queda de 0,71%, puxada pela forte das ações da Volkswagen (-44%). Os papéis da montadora reagem ao anúncio da Porsche Automobil Holding - cujos papéis subiam 41% no mesmo horário - de que planeja liquidar transações de hedging de até 5% das ações ordinárias da VW, com o objetivo de evitar mais distorções de mercado. Na Ásia, os mercados tiveram fechamentos distintos. A bolsa de Tóquio subiu 7,74%, seguida por Sydney (+1,34%) e Hong Kong (+1,36%), enquanto Xangai, Seul e Cingapura caíram.   O movimento de correção de preços dos ativos, que estão muitos deprimidos, a expectativa de corte de juro 0,50 ponto porcentual pelo Federal Reserve, e o ajuste tradicional de carteiras de final de mês devem proporcionar mais um dia de correção técnica à Bovespa. De hoje até sexta-feira, dia 31, é grande a possibilidade de a Bovespa se beneficiar do ajuste de carteiras. Os administradores devem rever posições e preços e ajustar as suas carteiras para a virada do mês, apostando num futuro menos pior. "Não dá para terminar o mês com tantas perdas", disse um analista.   Mas essa melhora da Bolsa pode ser apenas mais um repique de curto prazo, pois ninguém sabe se o fundo do poço já ficou para trás. Analistas ainda trabalham com a possibilidade de o Ibovespa cair ainda mais, para até 25 mil ou 24 mil pontos.   A alta forte do Ibovespa futuro, na contramão do sinal levemente negativo dos futuros em Nova York, reflete a recuperação expressiva dos preços das commodities (o petróleo era negociado perto de US$ 67 o barril, alta de 6,5% na Nymex eletrônica), a valorização das bolsas de Paris e Londres e também o balanço de Usiminas divulgado nesta manhã. A empresa teve lucro líquido de R$ 880,451 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 16% sobre o mesmo período de 2007.   Outro destaque nesta quarta é o leilão de rodovias de São Paulo, visto como um bom teste para ver a quantas anda o apetite do investidor. O leilão deve influenciar as cotações das concessionárias OHL e CCR, que estão entre os nove grupos que disputam as cinco estradas que irão a leilão - Ayrton Senna/Carvalho Pinto, Dom Pedro I, Raposo Tavares e Marechal Rondon (trechos Leste e Oeste). O pagamento exigido de outorga é de R$ 3,5 bilhões no prazo de 18 meses, sendo 20% no ato da assinatura do contrato.   Atualizada às 12h29

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