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Bovespa abre em baixa, à espera de dados dos EUA

Bolsa caía 0,68% às 10h20; agenda da semana é cheia, e pode gerar volatilidade nos mercados

Agência Estado,

27 de agosto de 2007 | 10h32

Depois de uma semana tranqüila, em que conseguiu praticamente voltar aos 53 mil pontos, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) pode voltar a ter dias de volatilidade nesta última semana de agosto. Às 10h20, o principal índice da Bolsa recuava 0,68%, operando aos 52.636 pontos. Na semana anterior, a Bovespa havia registrado uma recuperação vigorosa de 9,14%. Veja também:Dados dos EUA puxam alta dos mercados asiáticosA cronologia da crise financeira  Como enfrentar os riscos e prejuízos da crise  Entenda a crise e veja a opinião do governo e de especialistas   No mercado de câmbio, o dólar abriu em alta, após fechar em queda de 2,26% na sexta-feira. Às 10h16, a moeda norte-americana subia 0,67%, cotada a R$ 1,955.  Uma definição melhor nas bolsas, porém, só deverá ocorrer a partir das 11 horas, horário previsto para a divulgação do dado de vendas de imóveis usados em julho nos EUA.  Também nesta segunda o Fed de Dallas divulga o índice de atividade industrial regional de agosto e o Fed de Chicago divulga o índice de atividade industrial do Meio-Oeste referente ao mês de julho.  Na Europa, as bolsas se encaminham par o sétimo pregão seguido de ganhos. A Bolsa de Paris subia 0,78% e a de Frankfurt +0,18%. Em Londres, os mercados estão fechados por causa de um feriado. Na Ásia, as bolsas iniciaram a semana em terreno positivo, influenciadas pelos ganhos de sexta-feira nos EUA. Para os analistas em Nova York, o alívio de sexta-feira passada nas bolsas norte-americanas não representa o fim da turbulência. A avaliação é de que os números muito melhores do que o esperado sobre vendas de imóveis novos e encomendas de bens duráveis mostram que a economia norte-americana estava vivendo um bom momento quando estourou a recente turbulência nos mercados financeiros, mas não indicam que o tremor dos mercados não esteja afetando o estado corrente da economia real do país.  Nesse sentido, os dados de sexta-feira não foram suficientes para mudar a avaliação dos Fed watchers de que é "muito provável" um corte do juro básico no encontro do Federal Reserve, em 18 de setembro. Agenda cheia A agenda econômica nos EUA esta semana é forte e traz como destaque os dados de mercado imobiliário e de inflação. Na terça-feira, será divulgada a ata da última reunião do Fomc e o índice de confiança do consumidor de agosto da Conference Board. Na quinta, sai a segunda estimativa para o PIB do segundo trimestre, e na sexta, os dados de renda pessoal e gastos com consumo (PCE) de julho, acompanhados pelo índice de preços ao consumidor preferido pelos dirigentes do Fed. O mercado também deve focar as atenções na conferência anual sobre economia promovida pelo Federal Reserve Bank de Kansas City em Jackson Hole (Wyoming), a partir de sexta-feira. Normalmente, as declarações de dirigentes do Fed na conferência de Jackson Hole não são divulgadas publicamente. Mas desta vez, provavelmente por causa da turbulência nos mercados, o Fed incluiu em seu próprio calendário a previsão de que o presidente da instituição, Ben Bernanke, vai falar na sexta e o diretor Frederic Mishkin no sábado. Eles vão falar sobre a relação entre a situação do setor de moradias e a política monetária do Fed.

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