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Bovespa abre em baixa e cai 3%, com dados do exterior

Bolsa de São Paulo amplia realização de lucros após queda nas vendas no varejo dos Estados Unidos

Sueli Campo, da Agência Estado,

13 de maio de 2009 | 11h16

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa e amplia o movimento de realização de lucros por parte dos investidores, após o dado sobre vendas no varejo dos Estados Unidos ter frustrado as expectativas do mercado. Às 11h10 (de Brasília), o índice Bovespa caía 3%, a 48.813 pontos.

 

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Nos Estados Unidos, as vendas no varejo em abril caíram 0,4%, pelo segundo mês seguido, ante estimativa de variação positiva de 0,1%. Por lá, o Dow Jones cedia 1,70%, o Nasdaq caía 1,60% e o S&P 1,76%.

 

Mas a China também dá motivos para a Bovespa estender pelo terceiro pregão seguido a trajetória de queda, após a divulgação de indicadores econômicos chineses sobre a produção industrial e o varejo, que vieram mais fracos do que o previsto.

 

Para analistas, o risco é a Bovespa exagerar na dose de realização de lucros. "Da mesma maneira que a Bolsa exagerou na alta, agora pode exagerar na queda", diz o gestor de renda variável da Infinity Asset, George Sanders, ressaltando que o mercado vinha pedindo uma realização de lucros há vários dias, após os ganhos recentes.

 

No pregão desta quarta, as ações da Petrobras seguem no radar. A petrolífera estatal promove nesta manhã reunião com analistas e investidores para comentar os resultados do primeiro trimestre deste ano, anunciados na última segunda-feira (dia 11). Além disso, o mercado se depara com a notícia de que a decisão da Petrobras de alterar o sistema de cálculo de imposto retroativamente ao início de 2008, no fim do ano passado, teve o aval do governo e dos ministros com assento no Conselho de Administração da empresa. Segundo reportagem do Estado, esse foi o instrumento encontrado pela cúpula da Petrobras para viabilizar, no auge da crise, a manutenção de um elevado nível de investimentos.

 

As ações da petrolífera também vão refletir as oscilações nos preços do petróleo, que devem ser determinados pelos dados semanais de estoques que os Estados Unidos divulgam às 11h30. Ainda no horário citado acima, as ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) da Petrobras caíam 1,61% e 1,85%, respectivamente.

 

O mercado também espera para hoje o anúncio de eventuais novidades sobre a caderneta de poupança e os fundos de renda fixa. Também para hoje são esperados movimentos pontuais em papéis de empresas que divulgaram balanço, como a construtora e incorporadora Cyrela, a empresa de ferrovia América Latina Logística (ALL) e a BM&FBovespa. Após o fechamento dos mercados, os maiores destaques do dia são as empresas de energia Cemig e CPFL, além da siderúrgica Usiminas.

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