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Bovespa abre em baixa e dólar volta a subir, cotado a R$ 2,56

Investidores aguardam a divulgação do relatório de emprego nos EUA; expectativa é de queda de 350 mil postos

Agência Estado,

05 de dezembro de 2008 | 11h16

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa nesta sexta-feira, 5, à espera do relatório de emprego nos Estados Unidos (payroll). Analistas se preparam para o que acham que podem ser os piores dados dos EUA em quase três décadas. A expectativa é de queda de 350 mil postos de trabalho e taxa de desemprego de 6,8% em novembro. Às 11h15 (de Brasília), o Ibovespa caía 2,02%, aos 34.416 pontos. Após disparar na quinta-feira, o dólar voltou a subir nesta sexta e atingiu a máxima de R$ 2,562.   Veja também: Desemprego, a terceira fase da crise financeira global Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise    Os índices futuros de ações norte-americanos continuam mergulhados no vermelho. O S&P 500 recuava 0,93%. Na Europa, a perda é mais intensa. A bolsa de Paris caía 3,03%, a de Frankfurt declinava 2,66% e a de Londres recuava 1,06%, pressionadas pelo setor de mineração e automotivo.   O dólar subiu pelo sexto dia seguido na quinta-feira e superou, pela primeira vez em três anos e meio, a marca de R$ 2,50. A alta de 1,78% levou a moeda americana para R$ 2,519, maior cotação desde 29 de abril de 2005. Em 2008, o ganho é de 41,9%.   Nesta sexta, o Banco Central realizou leilão de venda de dólares no mercado à vista no qual definiu taxa de corte de R$ 2,5355. A cotação da moeda norte-americana mostra trajetória de alta pelo sétimo pregão consecutivo, alimentada, principalmente, pela cautela com a divulgação do payroll nos EUA. Os operadores acreditam também que pode haver saída de recursos, já que o BC veio oferecer liquidez aos investidores.   Apesar da disparada do dólar, os resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro não mostram influência significativa de pressão da alta da moeda norte-americana sobre a inflação. O índice ficou em 0,36% em novembro, ante 0,45% em outubro - abaixo da expectativa dos analistas. "Ao mesmo tempo que o dólar sobe, os preços das commodities (matérias-primas) estão caindo, então o efeito no mercado interno é de não haver forte alta nos alimentos", explicou a coordenadora de índices de preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.     O presidente BC, Henrique Meirelles, disse na quinta que a autoridade monetária já vendeu US$ 6,7 bilhões em dinheiro vivo entre outubro e o fim de novembro. A instituição, afirmou ele, também colocou US$ 11,7 bilhões em operações de compra com compromisso de revenda, nas quais o dólar volta para os cofres do governo. O total vendido em swaps cambiais chegou a US$ 31,1 bilhões.

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