Bovespa abre em baixa e oscila após dados de recessão

Documento da OCDE afirma que países-membros entraram em recessão e deverão encolher 0,3% em 2009

Agência Estado,

13 de novembro de 2008 | 12h14

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa nesta quinta-feira, 13, e passou a oscilar reagindo às notícias sobre recessão nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e à desaceleração da atividade industrial chinesa. Às 11h57 (de Brasília), o Ibovespa ensaiava uma recuperação e subia 2,11%, aos 35.099 pontos. No mesmo horário, o dólar subia 0,83%, cotado a R$ 2,312.  Veja também:Recuperação da Europa, EUA e Japão virá em 2010, diz OCDEPIB da Alemanha cai pela 2º vez consecutiva  Indústria da China desacelera para o menor nível em 7 anosDe olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Nesta quinta, a Alemanha anunciou ter entrado em recessão no terceiro trimestre, ao registrar retração de 0,5% no PIB em relação ao segundo trimestre. Já a OCDE afirmou que os países membros entraram em recessão e deverão encolher 0,3% em 2009 e projeta que tanto os EUA quanto a zona do euro podem ter quatro trimestres consecutivos de contração. Segundo a OCDE, a economia dos EUA encolherá 2,8% no último trimestre deste ano e 2,0% nos primeiros três meses de 2009. Além disso, a China informou que a produção industrial desacelerou de maneira acentuada em outubro, para 8,2%, em relação ao mesmo mês do ano passado. Foi o menor crescimento em sete anos. A produção de aço bruto na China caiu 17% nos últimos 12 meses terminados em outubro. Europa As bolsas européias oscilam, com ações de bancos e mineradoras em queda. Nesta quinta, a maior seguradora da suíça, a Zurich Financial Services, anunciou declínio de 90% no lucro do terceiro trimestre por conta de perda bilionária em investimentos, entre outros motivos. Na contramão, Siemens opera em alta, após a empresa ter mantido a previsão para o ano fiscal 2009, e a BT Group ganha com o anúncio de que cortará custos por meio da redução de 6% da força de trabalho, para melhorar a lucratividade. Às 12 horas (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,96%, enquanto a Bolsa de Frankfurt subia 0,48% e Paris sustentava alta de 0,60%.  A seguradora Zurich Financial Services teve lucro líquido de US$ 154 milhões no trimestre encerrado em setembro, ante US$ 1,51 bilhão no mesmo período do ano passado. O resultado, em linha com o previsto por analistas, foi prejudicado por perdas de investimento de US$ 1,1 bilhão e indenizações pela passagem de furacões de US$ 595 milhões.  Ásia A maior parte das bolsas da Ásia fechou com quedas acentuadas nesta quinta, sob a influência da mudança no pacote de ajuda ao setor financeiro anunciada na quarta à noite pelo secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson. Também pesaram as novas projeções anunciadas pela Intel para os seus resultados do quarto trimestre.  A Bolsa de Tóquio, um dos principais mercados da Ásia, encerrou em queda, influenciada por pesos pesados do setor de tecnologia e pela preocupação com a valorização do iene. O índice Nikkei 225 fechou em baixa de 456,87 pontos, ou 5,3%, aos 8.238,64 pontos.  Na Bolsa de Hong Kong, todas as blue chips fecharam em baixa, com exceção da Citic Pacific, que foi beneficiada pelo anúncio de um pacote de socorro oferecido por sua controladora. O índice Hang Seng perdeu 5,2% e fechou aos 13.221,35 pontos. Na contramão de seus mercados vizinhos, a China teve dia de alta. Ajudado por papéis de empresas exportadoras, o índice Xangai Composto subiu 3,7% e encerrou aos 1.927,61 pontos. Já o Shenzhen Composto subiu 4,2%, para 522,58 pontos.

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