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Bovespa abre em baixa sob influência da China

O mercado já esperava um novo aperto monetário chinês, mas não acreditava que essa decisão viria agora

SUELI CAMPO, Agencia Estado

27 de dezembro de 2010 | 11h21

A elevação das taxas de depósito e de empréstimo na China, em 0,25 ponto porcentual, no Natal, tornou ainda mais difícil uma recuperação da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta reta final de 2010, que tem como característica o volume reduzido de negócios. Às 11h21 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) caía 0,65%, para 68.900 pontos. Nos Estados Unidos e na Europa, as bolsas também são pressionadas pela China.

O mercado já vinha esperando um novo aperto monetário chinês, mas não contava que essa decisão viria agora. Foi a segunda alta de juro em dois meses. Por isso, o mercado acionário e o de commodities (matérias-primas) operam esta manhã sob o impacto negativo da medida, que tem como finalidade conter a inflação. O petróleo na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) recuava, com os investidores temerosos de que a alta dos juros na China reduza a demanda energética do país, o segundo maior consumidor de petróleo do mundo.

No entanto, a avaliação de alguns analistas é de que a decisão chinesa não deverá gerar uma forte realização de lucros na Bovespa. O Banco do Povo da China (o banco central do país) emitiu dois comunicados hoje destacando os desafios para controlar o excesso de liquidez e a base monetária. Apesar da força da economia do país, a China "enfrenta tarefas árduas para administrar a moeda, o crédito e a liquidez e evitar riscos financeiros", registrou a instituição.

Segundo a revista Caijing, a China pode reduzir sua meta para a média do crescimento econômico anual entre 2011 e 2015 para 7%, ante os 7,5% do período de cinco anos anterior, A revista cita como fontes autoridades do governo chinês não identificadas que participaram da elaboração do 12º plano econômico de cinco anos do governo chinês.

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