Bovespa abre em baixa, tendendo para a volatilidade

Ganho de 3,07% na sexta-feira atrai realização de lucros por parte dos investidores; dólar sobe

Patricia Lara, da Agência Estado,

08 de outubro de 2007 | 10h25

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve ter um dia volátil nesta segunda-feira. O ganho de 3,07% da semana passada atrai movimentos de realização de lucros, mas as perspectivas favoráveis deixadas pelos dados divulgados na sexta-feira nos EUA continuam formatando um ambiente benigno para investimentos em ativos de países emergentes. Às 10h10, o sinal da Bolsa era de baixa de 0,72%, aos 61.868 pontos.   No mercado de câmbio, o dólar seguia a volatilidade da Bolsa, subindo 0,17%, cotado a R$ 1,807.   O clima no exterior é de um ajuste natural de ganhos recentes, o que é estimulado pela agenda vazia em termos de indicadores nos EUA. O volume está ainda mais fraco do que o normal um segunda-feira normal, já que o feriado de Dia de Colombo fecha alguns mercados nos EUA. Mas o mercado acionário opera normalmente e os futuros sugerem uma realização. Às 9h39, o S&P 500 cedia 0,27% e o Nasdaq 100 futuro, 0,13%.   Na Europa, a Bolsa de Londres cai 0,41%; Frankfurt e Paris também tem baixas de 0,28% e 0,27%, respectivamente. Nesta segunda também foi feriado no Japão.   Nenhum indicador será divulgado nesta segunda nos EUA, mas na terça sai a ata do encontro do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve, que deve ajudar o mercado a finalizar as expectativas em relação às decisões sobre política monetária nos EUA que serão tomadas no encontro dos dias 30 e 31 de outubro.   Outro fato de interesse para o mercado local é o fechamento da compra do ABN Amro. O consórcio formado pelo Royal Bank of Scotland Group (RBS), Fortis e Santander aguarda apenas a contagem dos últimos votos de acionistas, que foram enviados pelo correio, para declarar sua oferta de 71 bilhões de euros (US$ 100,4 bilhões) pelo ABN Amro Holding incondicional, de acordo com o diário britânico The Times.   Os papéis das instituições bancárias subiram com força na sexta-feira e a expectativa de que o negócio com o ABN gere uma nova onda de consolidação do mercado interno tende a manter a valorização das ações dos bancos, servindo de colchão para realizações agressivas de lucros. "Além disso, o cenário é favorável para o setor", comentou uma fonte.

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