Bovespa abre em forte alta e dólar fica abaixo de R$ 1,80

Bolsas na Europa operam em alta, reagindo à expectativa sobre um plano de ajuda às seguradoras nos EUA

24 de janeiro de 2008 | 10h56

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu com alta de 2,18% e poucos minutos depois já opera acima dos 56 mil pontos, com valorização de 3,46% (11h15). No mercado cambial, o dólar comercial abriu em queda de 1,70%, cotado a R$ 1,7940, e mantém-se neste patamar. As influências são positivas do lado externo. As bolsas na Europa operam em alta, reagindo à expectativa sobre um plano de ajuda às seguradoras de bônus nos Estados Unidos - empresas que tiveram grandes prejuízos com a crise do crédito imobiliário de risco (subprime).   Veja também: Bolsas asiáticas mantêm recuperação; Hong Kong destoa e cai Société Générale anuncia perda de 4,9 bi de euros com fraude  Em decisão unânime, Copom mantém juro em 11,25% ao ano  Veja como ficam seus investimentos com a crise nos mercados  Especialistas recomendam cautela com ações  Entenda a crise nos Estados Unidos   Celso Ming comenta a crise no mercado financeiro      Foi este o motivo que levou as bolsas de Nova York a fechar em alta na quarta-feira, depois de passarem todo o dia em queda. O fechamento da Bovespa ontem pegou parte deste otimismo e carregou para a abertura desta quinta-feira a influência positiva gerada pela notícia no mercado americano.   Ajuda   Funcionários do órgão regulador de seguros norte-americano reuniram-se com cerca de uma dúzia de bancos na quarta-feira para discutir manteiras de dar apoio às seguradoras de bônus MBIA e Ambac Financial Group, e o superintendente de seguros de Nova York, Eric Dinallo, sugeriu que uma medida pode ser sair em apenas 48 horas, conforme relatou o New York Times.   O jornal afirmou que os reguladores temem uma possível reação em cadeia, na qual a MBIA e Ambac poderiam ficar incapacitadas de manter suas promessas de pagar os investidores, se seus mutuários se tornarem inadimplentes. As duas seguradoras de bônus garantiram compradores contra perdas em mais de US$ 1 trilhão de bônus.   Eric Dinallo, o superintendente de seguros de Nova York, pediu a executivos de Wall Street na terça-feira para realizar a reunião em seu escritório, em Lower Manhattan, informou o Times. Ele conduziu o encontro na quarta e sugeriu que o grupo pode anunciar uma medida em apenas 48 horas, para fechar um acordo antes do rebaixamento das seguradoras por agências de rating de crédito.   De acordo com duas pessoas, Dinallo disse que iria discutir com os banqueiros um a um e depois reunir-se com o grupo - que inclui executivos do Citigroup, Goldman Sachs e Merrill Lynch - hoje ou amanhã, de acordo com o Times. Segundo o jornal, autoridades federais e executivos das duas seguradoras não participaram do encontro. Um porta-voz da Ambac não retornou as ligações do NYT, enquanto a porta-voz da MBIA se recusou a comentar.   Fraude   A melhora das bolsas européias mantém-se, mesmo depois de o Société Générale ter informado que uma fraude relacionada à atividade de um operador irá resultar em uma perda de 4,9 bilhões de euros (cerca de US$ 7,1 bilhões), e anunciado uma baixa contábil adicional de 2,05 bilhões de euros de ativos ligados ao subprime.   O banco afirmou que planeja levantar 5,5 bilhões de euros em capital "nas próximas semanas" para cobrir parte das perdas. As ações da instituição chegaram a ser suspensas no início do pregão, pois desabavam 6%.   Às 11h24, Londres opera com alta 3,79%. Na Alemanha, a alta chega a 5,26%. Em Paris, as ações sobem 3,86%. Em Milão, a valorização é de 3,43%.   Estados Unidos   As atenções estão voltadas agora para a abertura das bolsas de Nova York. Os índices futuros operam em alta, mas apresentam oscilação. Os investidores analisam o balanço melhor do que o esperado da Nokia, que ajudou a ofuscar a descoberta da fraude no Société Générale e as fracas previsões da eBay.   Depois, o mercado deve olhar os indicadores econômicos que serão divulgados nos EUA, pedidos de auxílio-desemprego e vendas de imóveis usados, estoques de petróleo e acompanhar a divulgação de balanços. A lista hoje é grande e inclui nomes de peso como Microsoft (após o fechamento), AT&T, Sun Microsystems entre outras.

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