Bovespa abre em forte queda após balanço do Citigroup

Principal índice da Bolsa de SP caía 1,59% às 11h27, afetada pelo prejuízo do banco e à espera de dados dos EUA

Agência Estado,

15 de janeiro de 2008 | 11h32

O resultado do Citigroup anunciado nesta terça-feira, 15, atingiu a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que abriu em forte baixa nesta manhã. Às 11h27, o principal índice da Bolsa caía 1,59%, aos 61.201 pontos. A expectativa é volatilidade nos mercados nesta terça.   O balanço do Citigroup não conseguiu tirar o mercado de ações global do terreno negativo, mas a primeira avaliação é de que o resultado veio melhor do que esperado. Segundo analista, o que mais agradou os investidores foi a capitalização de US$ 14,5 bilhões anunciada pelo Citi, que praticamente anula a baixa contábil de US$ 18,1 bilhões anunciada pelo banco nesta terça.   Essa baixa contábil é inferior à prevista ontem pela rede de televisão CNBC, de US$ 24 bilhões. Mas o prejuízo, de US$ 9,83 bilhões no quarto trimestre, equivalente a US$ 1,99 por ação, superou a previsão de US$ 1,00 por ação. A receita também veio pior do que o estimado, US$ 7,22 bilhões, ante uma previsão de US$ 10,64 bilhões.   Logo após o balanços, os índices futuros de ações nos EUA desaceleraram um pouco a queda, mas a agenda do dia carregada de indicadores importantes (preços ao produtor, vendas no varejo e índice Empire State) não permite baixar a guarda. Às 11h08, o Nasdaq futuro recuava 0,77% e o S&P 500 cedia 0,78%.   "O mercado vai ficar receoso até saírem todos os balanços de bancos nos EUA esta semana. Se um dos balanços surpreender negativamente o mercado desaba", afirma um operador. "O mercado de ações não está fácil. Quanto mais a gente mexe na carteira, maior a probabilidade de errar", acrescenta a mesma fonte. Ou seja, no momento atual os analistas acham que o melhor é manter posições e não se desesperar com a alta volatilidade.   Já o banco de investimento Merrill Lynch anunciou nesta terça cedo que emitirá US$ 6,6 bilhões em ações preferenciais para um grupo de investidores, formado pelo Korean Investment Corp., o Kuwait Investment Authority (KIA) e o Mizuho Corporate Bank, subsidiária do banco japonês Mizuho Financial Group Inc.   Mas o cenário externo é ruim, com a percepção de que a economia norte-americana pode estar caminhando para um quadro de recessão, o que impõe muita cautela.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.