Bovespa abre em forte queda e dólar volta a subir

Nova onda de pânico toma conta dos investidores em todo o mundo; moeda norte-americana dispara

Redação,

10 de outubro de 2008 | 10h06

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em forte queda nesta sexta-feira, 10, em uma nova onda de pânico que tomou conta dos investidores em todo o mundo. Na Ásia, o índice Nikkei fechou em baixa de 9,62% com o anúncio da primeira quebra de uma instituição financeira japonesa em razão da crise. Os mercados europeus também operam com perdas acentuadas e chegaram a cair 10% nesta manhã. O mercado se volta agora para a reunião do G7 em Washington nesta tarde. Às 10h26 (de Brasília), o Ibovespa cedia 9,19%, aos 33.670 pontos. Na BM&F, o dólar abriu em alta de 4,89%, cotado a R$ 2,3045.   Veja também: Bush receberá ministros do G7 na Casa Branca Como o mundo reage à crise  Reino Unido congela ativos do banco islandês Landsbanki FMI age para garantir crédito a emergentes Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Veja como a crise econômica já afetou o Brasil     Na quarta-feira, a Bovespa foi afetada pela piora em Wall Street e fechou em queda 3,92%, aos 37.080 pontos, após operar em alta durante a maior parte do dia. O patamar de fechamento é o menor desde 3 de outubro de 2006 (36.437,55 pontos). Em NY, o índice Dow Jones atingiu o seu pior nível em cinco anos. Prejudicado por temores com o futuro dos bancos e da General Motors, o DJ caiu 7,33%, operando abaixo dos 9 mil pontos pela primeira vez desde 2003, enquanto o Nasdaq perdeu 5,47%.   Na tentativa de acalmar mercados, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, faz pronunciamento nesta manhã, na Casa Branca. No mesmo esforço, os ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais dos países do G-7 (que inclui Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Grã-Bretanha e os EUA), se reúnem a partir das 15 horas (de Brasília) e o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, dá entrevista coletiva às 19h45.   (com Agência Estado)

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