Bovespa abre em queda, acompanhando bolsas internacionais

Queda recorde na produção industrial na zona do euro prejudica mercados europeus, que caem pelo 6º dia

Agência Estado,

14 de janeiro de 2009 | 11h58

A quarta-feira começou com queda na Bolsa de Valores de São Paulo, refletindo o clima que predomina nas bolsas internacionais. O Ibovespa, principal índice de ações do mercado paulista, recuava 1,14% às 11h48, aos 39.087 pontos. Mas o mercado doméstico pode absorver essa realização de lucros - em que os investidores estão vendendo ações para embolsar os lucros - por conta da recuperação dos preços do petróleo esta manhã.  Veja também:   De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  Isso pode dar fôlego aos papéis da Petrobras, que subiam 0,42%. Além disso, os papéis da estatal, assim como as ações de Vale, podem se beneficiar do jogo em torno do vencimento mensal de opções na segunda-feira. Segundo o gestor gerente da Infinity Asset, George Sanders, ontem as duas blue chips oscilaram refletindo o exercício da próxima semana. Nas negociações em Nova York, o petróleo era negociado com alta de mais de 2%, na faixa de US$ 38,65 o barril. O mercado aguarda a divulgação no começo da tarde, às 13h30, dos estoques semanais do petróleo, o que pode influenciar as cotações - para o bem ou o mal. Já os metais básicos são negociados em baixa na London Metal Exchange (LME), com o mercado aguardando a divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos. O indicador mais esperado desta quarta-feira nos EUA é o de vendas no varejo de dezembro, que deve mostrar um resultado fraco. A expectativa com o dado contribui para o sentimento de cautela nos EUA, onde os índices futuros recuavam. O S&P 500 caía 1% e o Nasdaq tinha baixa de 0,69%. As ações da Vale subiam 0,04%. Na Europa, as perdas são mais intensas, da ordem de 1,5% a 2%, contabilizando o sexto dia seguido no vermelho. O noticiário na região é ruim, tanto do lado macroeconômico quanto do corporativo. A produção industrial da zona do euro caiu 1,6% em novembro, ante outubro, e 17,7% ante o mesmo período em 2007. O setor financeiro também pesa, após o Morgan Stanley prever que o HSBC, maior banco da Europa em valor de mercado, precisará levantar até US$ 30 bilhões em capital e cortar dividendos por conta da potencial queda dos lucros.

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