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Bovespa abre em queda com recessão no Japão; dólar sobe

Investidores aguardam agora a divulgação nos Estados Unidos de dados sobre a produção industrial

Redação,

17 de novembro de 2008 | 11h32

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou a semana em forte queda diante da informação sobre mais uma grande economia, a segunda do mundo, oficialmente em recessão: o Japão. A segunda-feira também teve outro dado negativo na economia. Segundo a rede de notícias CNBC, o banco Citigroup deve anunciar o desligamento de até 50 mil empregados, por meio de aposentadorias e demissões, no encontro de seu diretor-executivo, Vikram Pandit, com empregados nesta manhã. Às 11h19 (de Brasília), o Ibovespa caía 3,81%, aos 34.426 pontos. No mesmo horário, o dólar subia 1,45%, cotado a R$ 2,303.   Veja também: PIB do Japão recua 0,1% e país entra em recessão G-20 se compromete a evitar novas barreiras comerciais por um ano Leia o comunicado do G-20 na íntegra   Veja as medidas que precisam ser adotadas   De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    As principais bolsas da Europa também operam em baixa nesta segunda. Às 11h15 (de Brasília), Londres caia 1,38%, Frankfurt cedia 1,84%, Paris perdia 1,69% e Madri desvalorizava-se 3,46%. Nos Estados Unidos, os índices futuros de ações registram perdas mais moderadas. O S&P 500 recuava 0,84% e o Nasdaq futuro cedia 0,80%. Agora, o mercado espera a divulgação nos EUA do dado de produção industrial de outubro e do índice de atividade industrial do Fed de Nova York.   Nesta segunda, a Gol anunciou prejuízo líquido consolidado de R$ 294,3 milhões no terceiro trimestre pelo padrão de contabilidade norte-americano (US Gaap), contra lucro de R$ 45,5 milhões em igual período do ano passado. O desempenho reflete, principalmente, o impacto da variação cambial negativa de R$ 261,8 milhões sem efeito caixa e o resultado negativo de hedge de R$ 48 milhões.   No setor de construção, Abyara reportou lucro líquido de R$ 132,646 milhões no terceiro trimestre, crescimento de 6.012% maior que o obtido no mesmo período do ano passado. A empresa informou também os lançamentos estão suspensos até que o mercado financeiro se restabeleça e que a meta prevista para este ano ficou pela metade.   Recessão global   Depois do Reino Unido, Alemanha, Itália e, pela primeira vez desde sua criação, a zona do euro, nesta segunda a confirmação de um quadro recessivo vem do Japão. O Produto Interno Bruto (PIB) do país contraiu-se em 0,1% entre julho e setembro, depois de ter recolhido 0,90% (dado revisado) no trimestre anterior.   Líderes reunidos na cúpula do G-20 neste sábado prometeram trabalhar juntos e "fazer mais" para tirar a economia mundial da crise. "Estamos determinados a aumentar nossa cooperação para restabelecer o crescimento global e chegar às reformas necessárias no sistema financeiro mundial", disse o comunicado assinado pelos líderes do grupo, países que representam 85% da economia mundial.   No comunicado, o G-20 lança um plano de ação com 47 recomendações para combater a crise, entre elas medidas emergenciais que precisam ser adotadas até o dia 31 de março do ano que vem. Uma nova reunião foi convocada para o final de abril, já com a presença do novo presidente dos EUA, Barack Obama.   Ásia   Nos países asiáticos, o anúncio de que a economia japonesa está em recessão - o PIB recuou 0,1% no terceiro trimestre ante o trimestre anterior - teve pouca repercussão nos mercados da região porque já era uma bola cantada.   O movimento comprador no mercado futuro e o ligeiro enfraquecimento do iene diante do dólar ajudaram a tirar do território negativo o índice Nikkei 225 da Bolsa de Tóquio. Depois de cair mais de 2% na sessão da manhã, o índice chegou a operar em alta de mais de 3%, para encerrar o pregão com um avanço de 60,19 pontos, ou 0,71%, aos 8.522,58 pontos.   Os mercados de Bangcoc e Xangai seguiram o japonês. O índice SET de Bangcoc subiu +0,68%, enquanto que o índice de Xangai aumentou +2,22%. Já na Coréia do Sul, a bolsa fechou em baixa. O índice Kospi da Bolsa de Seul caiu 9,94 pontos (-0,91%), aos 1.078,32. O indicador de valores tecnológicos Kosdaq perdeu 2,47 pontos (-0,78%), para 314,98.   (com Agência Estado)

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