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Bovespa abre em queda com temor de recessão; dólar sobe

Mercado reflete a percepção dos investidores de que a crise global será mais grave do que o previsto

Redação,

18 de novembro de 2008 | 11h39

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em queda nesta terça-feira, 18, refletindo a percepção dos investidores de que a crise global será mais grave do que o previsto. As perdas também estão ligadas a um ajuste em relação ao fechamento das bolsas norte-americanas na segunda-feira. Enquanto o Ibovespa conseguiu reduzir a perda para 0,20% no final da sessão, em Nova York o índice Dow Jones encerrou em queda de 2,63%. Às 11h33 (de Brasília), o Ibovespa cedia 2,24%, aos 34.915 pontos. No mesmo horário, o dólar valorizava-se 1,67%, cotado a R$ 2,315.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Por aqui, dados do comércio varejista de setembro mostraram que "não há ainda nenhum efeito da crise" sobre os resultados do setor, segundo observou o técnico da coordenação de serviços e comércio do IBGE, Reinaldo Pereira. De acordo com ele, o varejo prosseguiu na trajetória de forte expansão impulsionado pelo aumento da renda e da massa salarial e pela disponibilidade de crédito.   As bolsas européias também operam em queda nesta terça, derrubadas pelas fortes perdas em ações do setor financeiro e de mineradoras, em meio à persistente preocupação com a contração das maiores economias mundiais e os preços mais fracos de commodities. Às 10h21 (de Brasília), a Bolsa de Londres perdia 1,67%, a Bolsa de Paris recuava 1,76% e a Frankfurt caía 1,93%.   BNP Paribas, Credit Suisse e Société Générale estavam entre os destaques de baixa dos bancos, com recuo de mais de 6%. O britânico Barclays perdia 6,3%, depois de ter alterado o plano de aumento de capital, em uma tentativa de obter o apoio dos acionistas institucionais. As ações do HSBC registravam baixa de 5,04%, Santander caía 3,45%, BNP Paribas cedia 9,07%, Credit Suisse perdia 6,3% e Société Générale recuava 6,3%.   O Barclays informou que os investidores do Oriente Médio que injetarão a maior parte do aumento de capital de 7 bilhões de libras (US$ 10,51 bilhões) concordaram em oferecer 500 milhões de libras (US$ 750,8 milhões) em instrumentos de capital de reserva para os acionistas institucionais. No setor de mineração, Lonmin recuava 10,97% e Xstrata perdia 11,24%, na esteira do declínio dos preços de metais e do petróleo.   EUA   Os índices futuros de Nova York caem forte, refletindo o contínuo pessimismo dos investidores com a deterioração da economia norte-americana e, especialmente do setor financeiro.   As atenções nesta terça estão voltadas para o Congresso, onde o secretário do Tesouro, Henry Paulson, e o presidente do Fed, Ben Bernanke, irão depor, a partir das 12h30 (de Brasília) sobre o programa de resgate de títulos de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso no mês passado.   Na segunda, Paulson afirmou que poderá não requisitar o restante do programa ao Congresso, mantendo certa flexibilidade para a próxima administração. Paulson teve acesso a US$ 350 bilhões e o restante, para ser liberado, deve ser requisitado por escrito ao Congresso, que tem 15 dias para rejeitar o pedido.   Ásia   As Bolsas asiáticas fecharam o pregão desta terça em baixa, seguindo os resultados dos outros mercados mundiais na segunda-feira. A maior queda do mercado asiático foi registrada em Xangai, -6,31%, seguida por Hong Kong (-5,77%) e Jacarta (-5,14%).   A Bolsa de Tóquio fechou em baixa, com a queda das bolsas asiáticas e dos principais bancos japoneses dissipando o otimismo inicial trazido por um rali de cobertura de vendas a descoberto. O rali foi breve e o índice Nikkei 225 acabou fechando com perda de 194,17 pontos, ou 2,3%, aos 8.328,41 pontos.   Nesta terça-feira, o ministro da Economia japonês, Kaoru Yosano, afirmou que a contração na segunda maior economia do mundo pode continuar durante o atual ano fiscal e em 2009.   Na segunda-feira, o governo anunciou que a economia do país entrou em recessão após uma contração entre julho e setembro de 0,4% em termos reais, a segunda redução trimestral consecutiva depois dos 3% entre abril e junho.   (com Nathália Ferreira e Cynthia Decloedt, da Agência Estado)

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