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Bovespa abre em queda, com tendência à realização de lucros

Após cinco pregões em alta e com o fim de semana pela frente, investidores devem embolsar os lucros recentes

Agência Estado,

24 de agosto de 2007 | 10h20

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em queda nesta sexta-feira, 24, cedendo 0,66%, aos 51.507 pontos. Com o efeito da melhora na classificação de risco do Brasil pela Moody's já absorvido no pregão de quinta-feira e após cinco pregões seguidos de alta, há uma boa possibilidade de realização de lucros. Com o final de semana pela frente, os investidores devem ser tentados a embolsar os lucros recentes, vendendo ações.  No mercado de câmbio, o dólar registrava alta, após fechar abaixo dos R$ 2,00 na quinta-feira, pela primeira vez em dez dias. Às 10h01, a moeda norte-americana subia 0,05%, cotada a R$ 1,989. Em Nova York, os índices futuros, que abriram em queda, haviam reduzido a perda após o crescimento surpreendente, de 5,9%, das encomendas de bens duráveis em julho. Os analistas ouvidos pela Dow Jones esperavam expansão de 1%. O Nasdaq recuava 0,04% e o S&P 500 avançava 0,05%.  Mas o dado que pode ter uma influência maior nos negócios é o de vendas de imóveis novos nos Estados Unidos em julho, que sai às 11 horas. A mediana das previsões dos economistas consultados pela Dow Jones aponta para uma queda de 1,4%, para a média anualizada de 822 mil unidades.  O que continua realmente pautando os negócios, porém, ainda é o noticiário associado ao subprime (mercado de empréstimos de alto risco) e à questão da liquidez no mercado de crédito. A situação no mercado de hipotecas de alto risco ainda não foi resolvida e pode continuar provocando volatilidade nas bolsas.  Na quinta-feira, a Bovespa fechou em alta de 0,20%, revertendo o sinal de baixa no finalzinho do pregão, após a Moody's ter elevado o rating dos títulos do governo brasileiro em moeda local e estrangeira para Ba1. Com isso, a Moody's se iguala às demais agências de rating que já haviam revisado a nota do País, deixando-o a apenas um grau da nota de investment grade. A elevação do rating pela Moody's era esperada pelo mercado mas o que surpreendeu muitos analistas foi o momento em que ela veio, em meio a turbulência externa.  Na avaliação dos especialistas, isso indica que a percepção sobre os fundamentos da economia brasileira continua favorável.

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