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Bovespa abre em queda e dólar sobe; bolsas européias oscilam

Pessimismo externo ameaça deixar em segundo plano os balanços favoráveis de empresas nacionais

Agência Estado,

12 de novembro de 2008 | 12h00

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em queda nesta quarta-feira, 12, influenciada pelo temor de uma recessão global, que ganhou força com a divulgação de dados negativos da economia européia. Às 12h05 (de Brasília) o Ibovespa caía 2,54%, aos 36.317 pontos. No mesmo horário, o dólar subia 2,25%, cotado a R$ 2,272. O pessimismo externo ameaça até mesmo deixar em segundo plano os balanços favoráveis divulgados na terça à noite, em especial o lucro recorde da Petrobras, de R$ 10,852 bilhões no terceiro trimestre.   Veja também: Desemprego britânico é recorde e indústria européia desacelera EUA lançam programa para evitar execução de hipotecas De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos    As bolsas européias ensaiaram recuperação na primeira hora de negócios, enquanto investidores aproveitaram a queda de terça-feira para comprar pechinchas, mas logo retomaram ao terreno negativo e passaram a oscilar em reação à divulgação de um dado de emprego no Reino Unido. Por volta das 11h30 (de Brasília), Frankfurt caía 0,21%, Londres subia 0,58% e Paris ganhava 0,28%.   O número de pedidos de auxílio-desemprego no Reino Unido aumentou 36.500 em outubro, na maior alta desde dezembro de 1992 e o nono mês consecutivo de avanço, mostraram dados do Escritório de Estatísticas Nacionais. Já a produção industrial nos 15 países da zona do euro despencou em setembro, com a variação anual mostrando o maior recuo em mais de cinco anos e meio.   A Bolsa russa RTS, denominada em dólar, interrompeu os negócios com ações por uma hora nesta manhã, depois que o índice técnico caiu mais de 5%. Antes da suspensão, o RTS estava em 634,94 pontos. As negociações em outra grande bolsa russa, a Micex, foram interrompidas nesta terça até quinta-feira, devido às perdas acentuadas.   Balanços positivos   Além da Petrobras, outros balanços importantes que têm potencial para guiar os negócios nesta quarta são o da Eletrobras, Cemig e BM&FBOVESPA. A Eletrobrás surpreendeu positivamente o mercado ao anunicar na terça lucro líquido de R$ 2,113 bilhões no terceiro trimestre, revertendo um prejuízo de R$ 174,1 milhões apurado em igual intervalo do ano passado.   A Cemig também apresentou números melhores do que o esperado. A companhia teve lucro líquido de R$ 516,237 milhões no terceiro trimestre, uma redução de 5,65%. A média das projeções dos analistas consultados pela AE esperava queda maior no lucro, de 25,16%, para R$ 409,4 milhões, ante mesmo período do ano passado. Já a BM&FBovespa teve lucro líquido de R$ 235,611 milhões no terceiro trimestre, avanço de 15,3% ante igual período de 2007.   Ásia   A Bolsa de Tóquio, um dos principais mercados da Ásia, encerrou em baixa um pregão com fraco volume de negócios, em meio à cautela dos investidores diante do vencimento dos contratos de opções de novembro e da reunião do G-20, no próximo final de semana. O índice Nikkei 225 recuou 113,79 pontos, ou 1,3%, e fechou aos 8.695,51 pontos. Embora o nível de sustentação do índice continue em 8.500 pontos, "a tendência geral do mercado ainda é ligeiramente declinante", disse o presidente da Investrust, Hiroyuki Fukunaga.   As ações ligadas ao setor de petróleo se enfraqueceram depois que os futuros da commodity fecharam no menor valor dos últimos 20 meses, abaixo dos US$ 60 o barril. A petrolífera Inpex encerrou em queda de 5,4%, enquanto a trading Mitsubishi Corp. afundou 8,1%.   O mercado acionário indiano fechou próximo à mínima em dois anos, puxado pelo fraco desempenho de papéis como do ICICI Bank e do Reliance Industries e das demais bolsas na região. O índice Sensex, de 30 ações, fechou em baixa de 303,36 pontos ou 3,1% aos 9.536,33 pontos, ampliando as perdas de ontem, quando fechou em queda de 6,6%. As informações são da Dow Jones.   Em Seul, o quadro não foi diferente. O índice Kospi perdeu -0,43%. Em Bangcoc, a queda foi de -1,23%; em Kuala Lumpur, -0,82%; Cingapura, -0,49%; Jacarta, -0,81% e Sydney, -0,97%. Os mercados de Xangai, Hong Kong e Manila foram na contramão das outras bolsas e fecharam em alta de +0,84%, +0,40% e +0,03%, respectivamente.  

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