Bovespa abre em queda puxada pelo exterior

Às 10h35 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 0,58%, para 64.775,48 pontos

Olívia Bulla, da Agência Estado,

25 de agosto de 2010 | 10h13

A aversão ao risco no exterior colabora hoje para a manutenção da trajetória de queda da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que ontem completou quatro sessões seguidas de perdas. No entanto, se os dados de vendas de imóveis novos nos Estados Unidos, a serem divulgados hoje, forem mais animadores, os investidores podem voltar às compras de ações. Um número ruim pode aumentar o pessimismo em relação à recuperação da economia. Às 10h35 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 0,58%, para 64.775,48 pontos.

O primeiro dado econômico previsto para hoje nos EUA já decepcionou. As encomendas de bens duráveis no país tiveram ligeira alta de 0,3% em julho, abaixo da previsão de avanço de 2,8%. Às 11 horas (horário de Brasília), saem as vendas de imóveis residenciais novos no país no mês passado. Pouco depois, às 11h30, será publicado o relatório oficial sobre os estoques de petróleo bruto e derivados nos EUA na semana passada. Os dados podem servir para orientar os negócios com a commodity (matéria-prima).

O noticiário a respeito da capitalização da Petrobrás também deve movimentar a Bolsa ao longo do dia. Fontes afirmam que a operação poderá ser anunciada oficialmente no dia Sete de setembro, como parte da solenidade de comemoração do feriado pela Independência do Brasil. A estratégia estaria ganhando força dentro do governo, seguindo a linha já adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de atrelar fatos importantes ligados à estatal a datas históricas para o País.

Na reta final para definir os detalhes da capitalização da Petrobrás - e principalmente sanar as dúvidas quanto ao preço do barril das reservas que serão usadas no processo -, o governo fará hoje um esforço concentrado para tentar fechar o negócio. Estão programadas duas reuniões na Casa Civil da Presidência com os principais envolvidos no processo. Segundo fonte próxima ao processo, o presidente Lula teria determinado pessoalmente que sejam encerradas até sexta-feira as discussões em torno do preço do barril de petróleo que será cedido onerosamente pela União à Petrobras. A estratégia é aproximar os dados técnicos dos laudos apresentados pelas consultorias contratadas pela estatal e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de forma que sejam minimizadas as diferenças de preços apresentadas.

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