Bovespa abre em queda, seguindo mercados internacionais

Após baixa de 3,53% na véspera, Bolsa de São Paulo volta a cair nesta quinta, com cautela de investidores

Agência Estado,

08 de janeiro de 2009 | 11h42

A quinta-feira começou com queda na Bolsa de Valores de São Paulo, mesma direção dos mercados internacionais. Principal índice de ações da Bolsa paulista, o Ibovespa recuava 0,46% às 11h37, aos 40.633 pontos. Na quarta, o Ibovespa caiu 3,53%, depois de seis pregões consecutivos de alta desde a semana passada. Nos Estados Unidos, o futuro do S&P 500 cedia 1,01% e o Nasdaq futuro recuava 0,48%.  Veja também:De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  A cautela deve se impor hoje por causa de uma nova rodada de indicadores econômicos ruins na zona do euro, um dia após a pesquisa ADP ter mostrado a eliminação de 693 mil postos de trabalho nos EUA em dezembro. Os dados aumentaram ainda a expectativa em relação ao relatório de emprego "payroll" de dezembro, divulgado amanhã nos EUA. Segundo analistas ouvidos pela AE, embora esteja sendo precificado um corte de vagas expressivo no país, é melhor não arriscar. Analistas revisaram para cima as projeções e agora esperam corte de mais de 500 mil vagas. Os fracos indicadores econômicos evidenciando a debilidade das economias mais importante do mundo trouxeram de volta o sentimento de aversão ao risco. As principais bolsas da região registram perdas na faixa de 2%. Para fazer frente à desaceleração da economia, o BC inglês, como era esperado, cortou a taxa de juro do país em 0,50 ponto porcentual, para 1,5% ao ano - menor nível da história. Além disso, os investidores operam na defensiva enquanto esperam o discurso do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, previsto para as 14 horas. De acordo com cópia antecipada do discurso, Obama deve alertar hoje que apenas gastos pesados para sacudir a economia poderão evitar uma recessão que dure anos e uma taxa de desemprego de dois dígitos. É preciso lembrar ainda que mesmo com a forte realização de lucros de ontem, a Bovespa ainda tem uma "gordura" neste início de ano de 8,7% para queimar. O petróleo, que ontem desabou 12% com o aumento inesperado dos estoques de petróleo nos EUA, opera sem direção. As ações da Petrobras recuam 0,98%. Do ponto de vista setorial, cai bem para a Vale a notícia de que o crescimento na demanda por minerais na China deve exceder o da produção doméstica nos próximos anos, provavelmente levando a uma maior dependência nas importações, afirmou o Ministério de Terras e Recursos. Em 2020, o país poderá ter que importar 40% do minério de ferro e 70% do cobre que precisará para atender a demanda doméstica. As ações da mineradora caem 2,11%.

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