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Bovespa abre semana em baixa com ações da Petrobras

Ibovespa termina sessão em queda de 1,05%, aos 38.607,20 pontos; siderúrgicas também contribuíram para recuo

Claudia Violante, da Agência Estado,

16 de março de 2009 | 18h01

As ações da Petrobras patrocinaram uma queda superior a 1% para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) neste início de semana. O pregão foi bastante volátil e, em muitos momentos, negativo, na contramão de Wall Street, onde o sinal positivo só foi trocado no final da sessão. Essa inversão contribuiu para ampliar as perdas do Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, que ainda tiveram a contribuição dos papéis das siderúrgicas. A Bovespa terminou a sessão em queda de 1,05%, aos 38.607,20 pontos. Na mínima, atingiu os 38.467 pontos (-1,41%) e, na máxima, os 39.713 pontos (+1,79%). No mês, acumula alta de 1,11% e, no ano, de 2,82%.

 

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No caso da Petrobras, voltaram os rumores sobre a redução nos preços da gasolina e o ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali Al-Naimi, alertou que a cotação do petróleo tem que estar em pelo menos US$ 60 para viabilizar a exploração do pré-sal brasileiro. Além disso, segundo operadores ouvidos mais cedo pela jornalista do AE Empresas & Setores Stella Fontes, uma instituição estrangeira teria cortado o preço-alvo para os papéis da estatal. "Foi de tudo um pouco", comentou o gestor-gerente da Infinity Asset, George Sanders.

 

O petróleo acabou fechando em alta no mercado internacional, embora tenha recuado na abertura em razão do resultado do encontro da Opep no final de semana. Os membros do cartel decidiram não promover mais um corte na produção, como era previsto na semana passada. Na Nymex, o contrato para abril avançou 2,38%, a US$ 47,35 o barril. Petrobras ON recuou 2,33% e PN, 1,84%.

 

Segundo Sanders, além da Petrobras, também as siderúrgicas continuaram mostrando fraqueza nesta sessão, já que o setor é um dos principais prejudicados pela queda da demanda global em razão da crise financeira. Isso, no entanto, não impediu que os metais tenham fechado em alta. O avanço dos metais em muitos momentos garantiu alta unânime às ações da Vale, mas esse comportamento não durou até o final. Hoje, o Standard Chartered previu, em relatório, que os preços do minério de ferro devem recuar 20% nas negociações fechadas para este ano. Vale ON recuou 0,45% e PNA subiu 0,41%.

 

Nos Estados Unidos, as bolsas acabaram titubeando no finalzinho da sessão, devolvendo os ganhos registrados ao longo do dia. O Dow Jones recuou 0,10%, aos 7.216,97 pontos, o S&P perdeu 0,35%, aos 753,89 pontos, e o Nasdaq fechou em baixa de 1,92%. As bolsas subiram nas quatro sessões anteriores patrocinadas pelas notícias do setor financeiro. Hoje, isso vinha acontecendo até o sinal virar no fim. Depois do Citigroup, JPMorgan e Bank of America, hoje foi a vez de o presidente do Barclays declarar boas perspectivas sobre a instituição.

 

Mas foram as declarações do presidente do Fed, Ben Bernanke, que deram mais ânimo aos investidores. Em entrevista ao programa de televisão "60 minutes" da CBS, no último domingo, ele declarou que, se o sistema financeiro se estabilizar, a recessão nos EUA deve terminar no final deste ano, embora o desemprego vá aumentar. Também circularam nas mesas rumores que o Tesouro deve divulgar esta semana um plano para compra de ativos tóxicos dos bancos.

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