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Bovespa acompanha NY e cai; na semana perda é de 1,72%

Bolsa paulista fechou com queda de 1,63%, chegando a 65.058,84 pontos; no ano, a alta é de 73,26%

Alessandra Taraborelli, da Agência Estado,

23 de outubro de 2009 | 18h35

A Bovespa acompanhou os índices acionários em Nova York e fechou em queda nesta sexta-feira, 23. Os investidores aqui e lá fora preferiram realizar parte dos lucros acumulados antes da próxima semana, que promete ser volátil em razão da divulgação de importantes indicadores domésticos e externos e da intensa safra de balanços de companhias norte-americanas. O avanço acima do esperado nas vendas de imóveis usados nos EUA e os resultados positivos de empresas nesta sexta foram deixados de lado. "A Bolsa está muito esticada, o momento permite uma correção e isso deve se repetir na próxima semana.    

 

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Agora, se os números (da economia doméstica) vierem muito bons aí "a Bolsa deve disparar para cima", disse um operador de uma corretora em São Paulo.

 

A bolsa paulista cedeu 1,63%, aos 65.058,84. Na mínima do dia atingiu 64.987,84 pontos e na máxima 66.982,08 pontos. Na semana, o Ibovespa apurou perda de 1,72%. Mas no mês e no ano o Ibovespa ainda está positivo (5,76% e 73,26%, respectivamente). O volume financeiro ficou em R$ 6,02 bilhões (preliminar).

 

Em Nova York, o índice Dow Jones cedeu 1,08%,aos 9.972,18 pontos e o Nasdaq, -0,50%, aos 2.154,47 pontos. O movimento foi amparado no declínio das ações de energia, em linha com o recuo do petróleo. A expectativa com a agenda da próxima semana levou os investidores a deixarem para segundo plano as divulgações relevantes desta sexta-feira, 23. As vendas de imóveis residenciais usados nos Estados Unidos cresceram 9,4%, para a taxa anual de 5,57 milhões, mas isso não foi suficiente para desviar o foco da realização de lucros. As empresas norte-americanas seguem, de modo geral, apresentando balanços trimestrais melhores do que o esperado. Nesta sexta, o destaque foi o setor de tecnologia. A Amazon.com anunciou na quinta-feira, 22, lucro de US$ 199 milhões (US$ 0,45 por ação) e receita de US$ 5,45 bilhões no terceiro trimestre deste ano, ambos maiores do que as previsões. Outro destaque foi a Microsoft, que lucrou US$ 3,57 bilhões e teve receita de US$ 12,92 bilhões no trimestre, ambos também melhores que o esperado.

 

Na Europa, o sexto trimestre seguido de retração do PIB do Reino Unido não pesou sobre o mercado londrino, com os investidores, agora, atentos para os próximos passos do Banco do Inglaterra (BoE, o banco central inglês), principalmente sobre como o BC inglês responderá ao dado fraco do PIB. A economia britânica contraiu-se 0,4% no período entre julho e setembro deste ano, ante expectativa de leve alta de 0,1% no período. A Bolsa de Londres fechou em alta de 0,68%, enquanto Paris cedeu 0,33% e Frankfurt recuou 0,39%.

 

Por aqui, pela manhã, a Bolsa tentou se descolar de Nova York amparada na alta das ações da Vale e da Petrobras, que acompanharam o avanço das commodities, mas não se sustentou até o final. A maioria dos metais básicos fechou em alta na London Metal Exchange (LME). Em Nova York, os metais preciosos tiveram desempenho diverso, com o ouro fechando em leve queda e a prata com ganhos.

 

As ações PNA da Vale encerraram com queda de 1,68%, a R$ 41,00 e as ON,-1,73%, a R$ 46,11. Segundo um profissional, o declínio pode ser atribuído à expectativa do balanço da mineradora na próxima semana, dia 28. "Comprar Vale hoje (sexta-feira, 23) a R$ 42 é arriscado. Se o balanço vier bom ela pode subir ainda mais, mas se não vier pode ser um prejuízo grande em apenas uma semana", avaliou o operador.

 

Já os papéis da Petrobras acompanharam a queda do petróleo à tarde. A ação PN cedeu 1,35%, a R$ 36,50, e a ON -1,74%, a R$ 42,41. O barril do petróleo para dezembro fechou com queda de 0,85%, a US$ 80,50 em Nova York. A estatal emitiu nesta sexta-feira, 23, duas tranches de bônus não assegurados, sendo US$ 2,5 bilhões com vencimento em 10 anos, ao yield de 5,875%, e US$ 1,5 bilhão em bônus de 30 anos, ao yield de 7,0%, informou uma pessoa próxima à operação para a agência Dow Jones.

 

Se a queda do petróleo é ruim para a Petrobras, por outro lado é positiva para as companhias aéreas. Gol e TAM foram destaques de alta do Ibovespa. Gol PN fechou com valorização de 0,91%, a R$ 18,78; e TAM PN +6,59%, a R$ 27,50.

 

As ações da operadora de telefonia Oi reagiram bem aos resultados do terceiro trimestre, apesar da forte queda de 71% no lucro líquido em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 64,2 milhões. Os papéis PN da Telemar fecharam a R$ 34,85, com ganho de 3,72% os PNA da Telemar Norte Leste (TMAR) +2,18%, a R$ 58,70 e os PN da Brasil Telecom Participações (BRTP4), +0,42%, R$ 19,03.

 

O diretor de Finanças e Relações com Investidores da Oi, Alex Zornig, atribuiu a queda no lucro do grupo no terceiro trimestre aos efeitos tributários do ágio referente à compra da Brasil Telecom, ao endividamento mais elevado e gastos não recorrentes. Sem os efeitos tributários, o lucro da Oi teria sido R$ 80 milhões superior no terceiro trimestre. Segundo Zornig, esse efeito não deve influenciar nos resultados dos próximos trimestres.

 

As ações da Redecard encerraram a R$ 28,20 (+3,06%) após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre. A empresa apresentou um lucro líquido recorrente de R$ 332,973 milhões entre julho e setembro, o que representa um crescimento de 18,1% em relação a igual período do ano passado (R$ 281,831 milhões). Os números vieram em linha com a expectativa do mercado, mas a redução no ritmo de expansão em relação aos períodos anteriores pode ter pesado nas ações, segundo um analista.

 

Os papéis PNA da Suzano Papel e Celulose fecharam a R$ 17,45 (-2,46%) após o resultado do terceiro trimestre. A companhia reverteu o prejuízo de R$ 282 milhões no mesmo período do ano passado e obteve lucro líquido de R$ 213 milhões. O resultado, porém, ficou abaixo da expectativa do mercado, que esperava um lucro líquido de R$ 306 milhões no terceiro trimestre.

 

As ações da Brasil Ecodiesel, que não compõem o índice e já vinham apresentando forte volume nos últimos pregões, e nesta sexta-feira, 23, foi destaque de negócios na Bolsa, encerraram com ganho de 3,39%, a R$ 1,22. Segundo operadores, os papéis nesta sexta reagiram à decisão do governo de antecipar de 2013 para janeiro de 2010 o início da obrigatoriedade da mistura de 5% de biodiesel ao diesel. Além disso, os rumores de uma possível venda da companhia para o empresário Eike Batista também ajudaram.

 

Os destaques de baixa desta sexta-feira, 23, foram Gerdau Metalúrgica PN (-4,17); Lojas Renner ON (-4,07%) e Klabin PN (-4%).

 

Em tempo: Pela manhã, o Banco Central informou que o investimento estrangeiro em ações brasileiras somou US$ 3,987 bilhões em setembro. Desse valor, as ações negociados no País atraíram quase a integralidade dos recursos, sendo responsáveis por US$ 3,981 bilhões. No acumulado dos nove primeiros meses de 2009, o ingresso de dólares para a compra desses ativos soma US$ 17,267 bilhões, sendo US$ 17,064 bilhões em ações negociados no Brasil.

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