Bovespa afunda após Fed em dia de giro recorde por opções

A preferência para vender ações e embolsar ganhos predominou na bolsa paulista nesta quarta-feira marcada pelo exercício dos contratos de índice futuro e pela manutenção do juro dos EUA perto do zero.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

16 de dezembro de 2009 | 19h00

Após ter sustentado tendência levemente positiva na maior parte da sessão, o Ibovespa perdeu chão nos minutos finais, até fechar em baixa de 0,99 por cento, a 68.622 pontos.

O giro financeiro do pregão, turbinado pelos 5 bilhões de reais do exercício dos contratos de opções de índice, somou 16,66 bilhões de reais, e foi o maior do ano. O volume ficou pouco abaixo do recorde histórico de 18,4 bilhões de reais de 15 de agosto de 2007.

A pressão vendedora ganhou força logo depois de o Federal Reserve (banco central norte-americano) ter mantido o juro dos EUA entre zero e 0,25 por cento ao ano, indicar que a taxa vai se manter assim por um longo período e conservar programas de apoio à liquidez das instituições financeiras.

"Não se pode dizer que isso foi um fator negativo; mas apenas a sensação de que não há novos catalisadores para as ações fez alguns investidores preferirem realizar lucros", disse André Hanna Farath, analista da corretora Interfloat.

Papéis que vinham acumulando ganhos polpudos nas últimas semanas foram alvos preferenciais de vendas. Entre elas figurou Braskem, caindo 2,8 por cento, a 13,74 reais, após o anúncio da desistência de um recurso que tentava paralisar as negociações para fusão da companhia com a Quattor.

Papéis de companhias ligadas a consumo também fizeram uma pausa na escalada recente. Lojas Americanas foi o melhor exemplo dessa tendência, ao cair 5 por cento, a 15,20 reais, após subir quase 20 por cento nos últimos 30 dias.

Lojas Renner, preterida numa lista da Itaú Corretora como uma das preferidas do varejo para 2010, reforçou o time das baixas, caindo 3,7 por cento, a 36,70 reais.

Na ponta de cima, BRF Foods ganhou 1,3 por cento, cotada a 42,32 reais. Em relatório, a Itaú Corretora elevou para "outperform" (acima da média do mercado) a recomendação para os papéis da companhia alimentícia.

Mas a líder de ganhos foi TAM, com um salto de 8,1 por cento, a 38,89 reais. A companhia aérea protocolou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um pedido de registro de empresa aberta de sua subsidiária Multiplus e também para realizar uma oferta pública de ações.

Fora do índice, OGX Petróleo e Gás foi um dos destaques, subindo 1,3 por cento, a 1.560,00 reais, após a divulgação da segunda prévia da carteira do Ibovespa que valerá de janeiro e abril de 2010, que incluiu os papéis da companhia.

Tudo o que sabemos sobre:
BOVESPAFECHAFINAL*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.