Bovespa alcança 69 mil pontos e tem nova máxima do ano

Indicadores da economia dos Estados Unidos e da China sustentaram alta nas principais Bolsas do mundo

Claudia Violante, da Agência Estado,

11 de dezembro de 2009 | 18h42

São Paulo, 11 - A Bovespa finalmente desencantou: depois de dias de flerte, conseguiu fechar no patamar de 69 mil pontos - o que não acontecia desde junho de 2008 -, graças aos indicadores chineses e norte-americanos. Mas estes últimos, apesar de bons, acabaram freando o ritmo de alta da Bolsa doméstica ao conterem as compras de commodities em razão da valorização do dólar ante as principais moedas globais.

 

O Ibovespa terminou a sexta-feira em alta de 0,78%, aos 69.267,47 pontos - novo pico do ano e maior nível desde 9 de junho do ano passado (69.281,20 pontos). Na semana, acumulou ganhos de 2,46%, no mês, de 3,32%, e, no ano, de 84,47%. Na mínima, registrou 68.750 pontos (+0,03%) e, na máxima, aos 69.502 pontos (+1,13%). O giro financeiro totalizou R$ 5,970 bilhões. Os dados são preliminares.

 

Os indicadores mais aguardados pelos investidores em Bovespa eram os da China, um dos principais parceiros comerciais do Brasil e responsável por dar impulso principalmente ao setor de matérias-primas doméstico. E os números não desapontaram. A produção industrial em novembro cresceu 19,2%, em base anualizada, acima da média projetada pelos analistas, de 18,3%, e também do resultado de outubro, 16,1%. As vendas do setor varejista ficaram abaixo do mês anterior, mas subiram consideráveis 15,8%.

 

Estes dados já serviam para dar estímulo às ações domésticas, mas os Estados Unidos contribuíram com outros índices igualmente favoráveis, que voltaram a colocar na mira dos investidores a percepção de que a maior economia do planeta está mostrando recuperação.

 

O Departamento do Comércio anunciou que as vendas no varejo dos EUA aumentaram 1,3% em novembro, acima da previsão de + 0,7%. Já o índice de sentimento do consumidor preliminar de dezembro, divulgado pela Universidade de Michigan e Reuters, subiu de 67,4 em novembro para 73,4, superando a previsão de alta para 68,8.

 

Com esses dados em mãos, os investidores deixaram as commodities um pouco de lado e voltaram a se fortalecer em dólar, daí a justificativa para a Bovespa, por exemplo, não ter avançado tanto na sessão de hoje. Os metais ainda conseguiram fechar majoritariamente em alta, mas o petróleo manteve sua trajetória de baixa dos últimos dias. Na Nymex, o contrato para janeiro recuou 0,95%, a US$ 69,87 o barril.

 

Às 18h19, o Dow Jones subia 0,58%, o S&P avançava 0,32%, e o Nasdaq caía 0,09%. A alta nos EUA estimulou o resultado das Bolsas européias, que também terminaram a sexta-feira com ganhos. As ações das mineradoras foram destaque, em razão da esperança de aumento na demanda por metais após os dados da China. Em Londres, o FT-100 subiu 0,33%, e fechou com 5.261,57 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 0,14%, para 3.803,72 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 ganhou 0,83%, aos 5.756,29 pontos.

 

No Brasil, as ações da Embraer lideraram os ganhos do Ibovespa, depois que a empresa assinou acordo com o chinês CDB Leasing Co. Ltd. no valor de até US$ 2,2 bilhões para o financiamento e leasing de aeronaves nos próximos três anos. A ação ON subiu 8,99%.

 

A segunda maior alta foi TAM PN (5,64%) e a terceira, All unit (+4,08%). Na outra ponta, Eletrobrás PNB caiu 2,71% e liderou as perdas do Ibovespa, seguida por Braskem PNA (-2,27%) e por Eletrobrás ON (-1,50%).

 

Petrobras ON caiu 0,71% e PN subiu 0,11%. Vale ON terminou em alta de 0,82% e PNA, de 0,97%.

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