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Bovespa amplia perdas e cai mais de 2%, seguindo NY

Depois de registrar uma recuperação durante a manhã, Bolsa de São Paulo inverte o sinal nesta tarde

Sueli Campo, da Agência Estado,

19 de novembro de 2008 | 15h24

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) iniciou a tarde desta quarta-feira, 19, no vermelho, deixando para trás o movimento de recuperação técnica da manhã, em meio a um giro financeiro fraco, com muitos investidores reduzindo ainda mais posições devido ao feriado municipal em São Paulo na quinta (Dia da Consciência Negra).  Veja também:Petrobras diz não ter ainda dados sobre adiamento de projetosDe olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise   Às 15h25, o principal índice recuava 2,06%, aos 33.392 pontos, projetando para o término da sessão um volume negociado de apenas R$ 2,4 bilhões. Na máxima do pregão, a Bolsa subiu 2,03%, sem perder de vista o mercado externo, onde as únicas coisas que crescem atualmente são as dívidas e as más notícias. Nos Estados Unidos, o Dow Jones caía 2,10%, o Nasdaq 3,01% e o SP500 registrava desvalorização de 2,79%. Nesta quarta saíram novos indicadores nos Estados Unidos "totalmente recessivos" como definiu uma fonte, renovando ainda mais o pessimismo dos investidores. O índice de preços ao consumidor (CPI) caiu 1% em outubro ante setembro, a maior queda em 61 anos. A média das previsões de analistas era de queda de 0,8%. As construções de residências iniciadas nos EUA caíram 4,5% em outubro, para o recorde de baixa de 791 mil, em dados sazonalmente ajustados. As montadoras continuam na ordem do dia, com os seus principais executivos tentando conseguir no Congresso norte-americano ajuda financeira imediata para resolver os problemas de liquidez de curto prazo. As empresas - Ford, GM e Chrysler - estão pedindo recursos de emergência no valor de US$ 25 bilhões. Há dúvidas se esses recursos são suficientes para salvar as empresas automobilísticas da falência. O secretário do Tesouro, Henry Paulson, resiste à pressão para ajudar a indústria automobilística, argumentando que o pacote de US$ 700 bilhões é para ajudar o setor financeiro. Os investidores temem o efeito de uma possível falência das montadoras no setor financeiro e em outros ramos de negócios, piorando ainda mais as condições da economia. Por aqui, o mercado opera na expectativa de que pode sair ainda hoje ou amanhã pelo menos uma definição oficial sobre a venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil durante a reunião entre o presidente Lula e o governador de São Paulo, José Serra, marcada para as 16 horas no Palácio do Planalto. Nossa Caixa ON subia 0,50% e Banco do Brasil ON registrava ganho mais encorpado, de 2,01% às 14 horas, destoando dos demais papéis do setor bancários, que subiram durante a manhã mas iniciavam a tarde em baixa moderada, depois de terem contribuído para a queda forte do Ibovespa, de 4,54%, na véspera. As ações de Petrobras, que também chegaram a subir durante a manhã, retomaram o sinal negativo agora à tarde, influenciadas pelos preços deprimidos do petróleo. Às 14h04, Petrobras PN recuava 1,30% e a PN registrava baixa de 1,85%. Os estoques semanais de petróleo aumentaram o dobro do esperado pelos analistas na última semana, pressionado as cotações do óleo. Na Nymex, o barril era negociado a US$ 54, baixa de 0,77%. Na terça, Petrobras foi uma das responsáveis pela queda acentuada do mercado doméstico. As ações de Petrobras aceleraram as perdas após declarações do gerente-geral de novos negócios da área de Exploração e Produção, José Jorge de Moraes Júnior, sobre a revisão do plano de negócios e a postergação da contratação de sondas. A PN terminou o pregão em baixa de 5,87% e a ON caiu 7,02%. Hoje cedo, em esclarecimento enviado à CVM, a estatal informou que o plano de negócios ainda está em elaboração e, por isso, a estatal não possui no momento informações suficientes para afirmar sobre o adiamento e a antecipação de seus projetos e, conseqüentemente, sobre os seus possíveis impactos na curva de produção estimada para os próximos anos. As ações da Vale também seguem o caminho negativo. A PNA recuava 1,04% e a ON -2,07% às 14h06. A maior perda do Ibovespa era Usiminas ON, com -5,76?e a PNA -4,59%. Gerdau operava em baixa de 5,15%. O setor siderúrgico continua sofrendo com as notícias ruins. A Votorantim Metais informou, por meio de comunicado, que está reduzindo sua produção de zinco para adequar a oferta à demanda internacional mais fraca. A companhia demitirá 55 funcionários em Juiz de Fora (MG) e concederá férias coletivas durante o mês dezembro nesta unidade. "Assim que a demanda de mercado voltar aos níveis normais retomaremos o nível habitual de produção", informou a empresa.

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