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Bovespa anula perdas no ano; dólar atinge menor nível desde 99

Bolsa mantém desempenho positivo da véspera, acompanhando mercados externos; Bovespa e BM&F sobem

REUTERS

21 de fevereiro de 2008 | 11h18

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu em alta nesta quinta-feira, 21, e conseguiu anular as perdas acumuladas no ano. Às 11h09, o Ibovespa subia 1,37%, aos 64.621 pontos. O indicador encerrou 2007 aos 63.886 pontos. O volume financeiro negociado na bolsa era de R$ 167 milhões. Em meados de janeiro, a Bolsa chegou a acumular desvalorização de cerca de 16% no ano, mas demonstrou recuperação nas últimas semanas.   No mercado de câmbio, o dólar ampliava a sua queda para mais de 1%, atingindo o seu menor valor desde maio de 1999, seguindo o bom desempenho das principais bolsas mundiais. Às 11h37, a moeda norte-americana operava em queda de 1,04%, a R$ 1,707.   A Bovespa registra alta expressiva já nos primeiros negócios, em linha com o desempenho positivo dos mercados europeus. Além da melhora no humor internacional, o mercado brasileiro ainda opera sob efeito da expectativa para a nota de "grau de investimento" do Brasil.   Além disso, as ações da Bovespa Holding e da BM&F mantém forte valorização nesta manhã. Logo na abertura, as ações ordinárias (ON) da Bovespa Holding avançavam 3,4% e as ON da BM&F ganhavam 4,67%, após dispararem 10,19% e 15,41%, respectivamente, na quarta. Os papéis reagem ao comunicado das instituições, divulgado na terça-feira à noite, de que está em discussão uma possível integração das bolsas, o que levaria a nova instituição à posição de segunda maior bolsa das Américas em valor de mercado (a líder é a Bolsa Mercantil de Chicago, CME), superando inclusive a Bolsa de Nova York (Nyse).   O valor de mercado combinado da bolsa brasileira, levando-se em conta as cotações de ontem, alcançaria US$ 20,3 bilhões. Segundo fontes do mercado, a instituição se situaria entre as cinco maiores do mundo. A transação também ocuparia lugar de destaque no ranking brasileiro das maiores fusões e aquisições de todos os tempos.   A possível união da Bovespa e da BM&F segue uma tendência mundial de consolidação do setor. Nesse cenário, dizem analistas, as duas ficariam vulneráveis às investidas de bolsas estrangeiras. A Bolsa de Chicago já detém 10% da BM&F - transação que deve ser referendada pelos sócios na terça-feira - e a Bolsa de Nova York comprou 1% da Bovespa. Ao criar uma "AmBev das bolsas", elas afastam, ao menos por ora, essa possibilidade.   Grau de investimento   Ontem, a arrancada do Ibovespa no final do pregão foi influenciada em grande parte por esses rumores sobre o grau de investimento, levando o índice à vista a subir 2,33%, aos 63.747 pontos, e aproximar-se do fechamento recorde de 65.790 pontos, atingido no dia 6 de dezembro do ano passado.   Para retomar o recorde histórico, o Ibovespa precisaria subir hoje 3,20%. A expectativa de que o grau de investimento pode estar bem próximo foi reforçada na manhã de hoje com a divulgação pelo Banco Central do relatório "Indicadores de Sustentabilidade Externa do Brasil, Evolução Recente", que estima que o País já é credor externo ao terminar janeiro com a dívida externa líquida negativa em mais de R$ 4 bilhões.   "No primeiro mês de 2008, já se estima que esse montante se tornará negativo em mais de US$ 4 bilhões, significando que, em termos líquidos, o País passou a credor externo, fato inédito em nossa história econômica", diz o texto divulgado pelo hoje pela manhã pelo BC, lembrando que a posição devedora do Brasil era de US$ 165,2 bilhões ao final de 2003.   Ontem, o analista sênior da agência de classificação de risco Moody's, Mauro Leos, disse, porém, que é muito difícil o Brasil receber o grau de investimento ainda este ano, pois há um processo de avaliação demorado que leva vários meses para ser concluído. Já a diretora da agência de classificação de risco Standard & Poor's, Lisa Schineller, não descartou a possibilidade de a nota de grau de investimento do País vir este ano. "Poderia vir entre seis meses e dois anos. Tudo depende das tendências movendo-se na direção certa."   Nesta quinta, além desses rumores, o mercado de ações deve voltar a se beneficiar da alta dos preços dos metais. As preocupações com a inflação nos EUA - provocadas pelo índice de preços ao consumidor americano (CPI, na sigla em inglês) de janeiro divulgado ontem e pela disparada do petróleo - atraiu investidores para o mercado de metais preciosos. Segundo previsão de analistas, o ouro está de novo no caminho da marca de US$ 1.000,00 por onça-troy (equivalente a 31 gramas). O preço recorde atingido esta manhã no mercado internacional foi de US$ 949,05 por onça-troy.

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