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Bovespa aprofunda perdas, seguindo NY, e cai 3,7%

Índices em Wall Street invertem tendência e prejudicam Bolsa de SP; na Europa, mercados fecham em alta

Claudia Violante, da Agência Estado,

18 de novembro de 2008 | 16h08

A Bolsa de Valores de São Paulo aprofundou as perdas nesta tarde e, às 16h55, caía 3,78%, aos 34.365 pontos. O principal índice da Bovespa opera na contramão de Wall Street e uma das razões para a baixa ter sido ampliada, segundo operadores, foi o fato de as bolsas lá terem diminuído os ganhos ou invertido a mão, caso do S&P. O Dow Jones subia 0,56%, o S&P recuava 0,17% e o Nasdaq operava em baixa de 0,85%.   Veja também: De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise    Os analistas não apresentaram uma justificativa única e plausível para tal desempenho da bolsa doméstica nesta terça-feira. Fuga de estrangeiros, perdas fortes do setor bancário e o aprofundamento das ordens de vendas de Petrobras depois da notícia de que a estatal está decidida a postergar projetos por causa da crise estão entre as razões.   Nesta tarde, o gerente-geral de novos negócios da área de Exploração e Produção da Petrobras, José Jorge de Moraes Júnior, afirmou que a estatal está decidida a postergar projetos e priorizar apenas os que tenham retorno rápido e propiciem e a retirada de óleo leve.   O cenário de crise econômica mundial, que acarreta uma maior dificuldade de obtenção de crédito, e o preço do barril de petróleo, abaixo de US$ 60, são as principais causas dessa revisão nos planos da empresa. As ações ON da Petrobras caíam 4,15% e as PN, 3,33% pouco antes das 16 horas.   Europa   Na Europa, os mercados de ações fecharam em alta nesta terça-feira, em uma sessão volátil. As bolsas foram ajudadas por ganhos no setor de energia e por rali em Wall Street após resultados positivos da Hewlett-Packard. O índice FTSEurofirst 300 das principais ações européias fechou em alta de 0,95%, a 845 pontos.   Ações do setor petrolífero foram as que somaram mais pontos ao índice, à medida que o preço do petróleo negociado em Nova York estava acima de US$ 55,50 por barril. Papéis de empresas farmacêuticas, vistos como investimentos defensivos em tempos de volatilidade, também registraram valorização, com GlaxoSmithKline e Novartis em alta.   Mas os papéis de bancos tiveram desempenho bem mais fraco. Allied Irish teve queda de 14,5% depois de a Moody's ter colocado o grupo sob revisão para um possível rebaixamento de classificação. Analistas disseram que a volatilidade continuou a ser tão forte que ganhos de um dia são pouco significativos no contexto geral.   "Nós fizemos tudo o que podíamos para tapar os buracos do sistema financeiro, mas agora nós precisamos subsidiar os consumidores e fazer com que os bancos emprestem", disse John Haynes, estrategista do Rensburg Sheppard Investment Management.   Em Londres, o índice Financial Times fechou em alta de 1,85%, a 4.208 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX avançou 0,49%, para 4.579 pontos. Em Paris, o índice CAC-40 subiu 1,11%, a 3.217 pontos.   Em Milão, o índice Mibtel encerrou em alta de 0,24%, a 15.728 pontos. Em Madri, o índice Ibex-35 registrou alta de 0,38%, para 8.530 pontos. Em Lisboa, o índice PSI20 teve variação positiva de 0,06%, a 6.482 pontos.

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