Paulo Whitaker/Reuters
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Bovespa atinge maior patamar desde janeiro de 2013

Com reforço dos investidores estrangeiros, a Bolsa subiu 1,5% e alcançou a marca de 62.696 pontos; Petrobrás volta a ter forte alta

Paula Dias, Lucas Hirata, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2016 | 18h32

A Bovespa voltou a se mostrar atrativa para o investidor estrangeiro e subiu 1,50% nesta segunda-feira, 17, atingindo a marca de 62.696,10 pontos, maior patamar desde 3 de janeiro de 2013 (63.312 pontos). A Bolsa acumula uma valorização de 44,6% só em 2016. A alta foi atribuída à continuidade de um movimento observado desde o início do mês, de restabelecimento do fluxo estrangeiro ao mercado de ações brasileiro. Os motivos para esse retorno do investidor são diversos, mas analistas ressaltam fatores de maior previsibilidade do cenário brasileiro e a expectativa de corte de juros nesta semana.

A proximidade da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) foi outro fator apontado por operadores para justificar o maior apetite por ações. Com a inflação em clara desaceleração há algum tempo, a aposta de corte na Selic, a taxa básica de juros da economia, é unânime no mercado futuro de juros. Em uma primeira leitura, a queda de juros reduz a rentabilidade das aplicações em renda fixa, aumentando a atratividade da renda variável. O afrouxamento monetário também sinaliza maior incentivo ao aquecimento econômico, com benefício direto nos resultados corporativos.  

Na última quinta-feira, 13, os investidores estrangeiros trouxeram R$ 136,198 milhões à Bovespa. Com isso, a Bolsa tem saldo positivo de R$ 2,385 bilhões em outubro e de R$ 15,428 bilhões no ano. Em setembro, o saldo havia ficado negativo em R$ 1,9 bilhão. 

Pela manhã, o Ibovespa chegou a exibir alguma volatilidade, influenciado pelo vencimento de opções sobre ações, que movimentou R$ 3,8 bilhões, principalmente no exercício de opções de compra da Petrobrás. As ações da petroleira estatal sustentaram alta durante todo o pregão, mesmo após o fim do período de exercício e contrariando a queda dos preços do petróleo. Segundo operadores, os papéis ainda refletiram a boa receptividade do investidor ao anúncio da nova política de preços de combustíveis, alinhada às práticas internacionais. As ações da Petrobrás terminaram o dia com ganhos de 2,85% (ON) e 3,94% (PN). 

Os papéis da Vale, também entre os mais movimentados no exercício, acompanharam ainda a alta de 1,8% dos preços do minério de ferro no mercado à vista chinês. Vale ON fechou com avanço de 1,22%, enquanto Vale PNA ganhou 2,36%. Com o resultado de hoje, o Ibovespa acumula altas de 7,42% em outubro e de 44,63% em 2016. O volume do dia somou R$ 11,7 bilhões.

Câmbio. O dólar inverteu o sinal negativo observado ao longo do dia e passou a subir frente ao real faltando poucos minutos para o fim do dia, sob influência de fluxo pontual de saída de recursos do País pela via financeira, de acordo com profissionais ouvidos pelo Broadcast. Na máxima, a divisa norte-americana chegou aos R$ 3,2158 (+0,41%), mas terminou em alta de 0,26%, aos R$ 3,2109.

Os especialistas explicaram que o reflexo do movimento nas cotações foi acentuado pela baixa liquidez no mercado de moedas. Logo após o pico, entretanto, a moeda dos Estados Unidos desacelerou o avanço e fechou já afastada dos valores mais elevados do dia.

Até a virada, o dólar mostrava viés de baixa ante o real, de olho no futuro da política monetária dos Estados Unidos e avanços econômicos no Brasil. Domesticamente, um dos principais eventos da semana é a decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deve trazer corte na taxa Selic, atualmente em 14,25%. A decisão de juros será anunciada na quarta-feira.

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